mercado do leite
SOU AGRO – Nesta semana o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) declarou que não há previsão para o fim da suspensão de exportação de carne do Brasil para a China. A barreira iniciou após a oficialização dos dois casos, popularmente conhecida como “mal da vaca louca”. Além de Mato Grosso, houve um diagnóstico também em Minas Gerais.
Hoje (17), por meio da Agência governamental da Arábia Saudita, foi confirmada a informação de que os saudistas retomaram as importações de carne bovina de cinco frigoríficos de Minas Gerais.
Diante disso, aumentou a expectativa para que o Brasil retome a exportação também para a China. Em conversa com o Portal Sou Agro, o Presidente da Padrão Beef Cooperativa, Lindonez José Rizzotto, explicou sobre esse processo após a confirmação dos casos de vaca louca ‘’O Brasil comprovou por meio de documentação de que esses casos não fazem qualquer comprometimento a saúde humana, tendo em vista que nem os subprodutos foram aproveitados’’, disse.
Mas enquanto isso, as consequências da vaca louca continuam prevalecendo, como a queda nas cotações. ‘’Nós tivemos reflexos bastante significativos neste mês de setembro com a baixa de 5% no valor da arroba do boi gordo. Esse fato se deu evidentemente pela suspensão da exportação para a China, mas também porque houve oferta dos confinadores, já que não pode adiar a data de abate, tendo em vista que o custo de produção e alimentação é bastante significativo.’’
Segundo Rafael Gonçalves Dias, Gerente de Saúde Animal da Adapar – Agência de Defesa Agropecuária do Paraná a influência da China para o mercado brasileiro é extremamente considerável. ‘’Apesar de ser uma doença atípica, ela mexeu muito com os mercados e as exportações para a China que é um importante mercado somado com Hong Kong, representa mais de 65% das exportações das carnes bovinas do Brasil’’, informou.
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Até o momento, o mercado está em compasso de espera. ‘’Está sendo feitas negociações para que esses mercados voltem a comprar carne brasileira. Enquanto isso, esses produtos provavelmente vão abastecer o mercado interno. Há ainda muita especulação se isso vai afetar os preços do mercado e até de outras cadeias, porque se aumentar o número de carnes para o mercado interno (essa carne que ia para exportação), pode afetar o preço e diminuir mais os valores, inclusive suína e aves, por exemplo’’, finalizou.
(AMANDA GUEDES / SOU AGRO)
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