ESPECIAIS

Para o bem do Brasil, é preciso aprovar o marco temporal, diz Paulo Orso

 

#souagro | O Marco Temporal Indígena continua provocando reação de todos os setores envolvidos e impactados diretamente, entre os quais, o agronegócio. O STF (Supremo Tribunal Federal retomou nesta semana as discussões se a demarcação de terras indígenas deve seguir o critério em debate. Por ela, os índios só podem reivindicar terras já ocupadas pelas etnias antes da Constituição de 1988.

Durante dois dias dessa semana (quarta e quinta), o STF ouviu 39 sustentações orais. O julgamento será retomado na próxima quarta-feira (08), com o voto do relato, ministro do STF, Edson Fachin. O Governo Jair Bolsonaro defende a tese do marco temporal e decidiu interromper temporariamente todos os processos de demarcação indígena até que o julgamento seja finalizado.

 

CLIQUE E FAÇA PARTE DO GRUPO DE WHATSAPP  E FIQUE POR DENTRO DAS NOTÍCIAS DO SOU AGRO

 

O caso está sendo julgado pelo STF porque, em 2013, o TRF-4 aplicou o critério do “marco temporal’ ao conceder ao Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina, uma área que é parte da Reserva Biológica do Sassafrás, Terra Indígena Ibirama LaKlãnõ. Após a decisão, a Funai enviou ao Supremo um recurso questionando a decisão do TRF-4. O entendimento do STF poderá ser aplicado em outras decisões semelhantes no Brasil.

O presidente do Sindicato Rural de Cascavel, engenheiro agrônomo Paulo Roberto Orso, acredita em um “impacto muito grande negativo” e uma insegurança jurídica sem precedentes se, por ventura, o marco temporal indígena não for aprovado. “Se isso não passar pelo STF, vai cair por terra tudo até agora planejado e defendido, com um risco iminente de voltar a balburdia em torno de todas as áreas em litígio, com risco de novas invasões e de uma guerra no campo”.

-> Veja o que diz o presidente do Sindicato Rural de Cascavel, Paulo Orso:

 

Por isso – continua Paulo Orso -, precisamos da confirmação do marco temporal. “Essa é a grande questão envolvendo a agropecuária brasileira. Vamos torcer que dê certo, porque, pelo contrário, vamos perder toda a segurança jurídica e isso não queremos e não podemos deixar acontecer, para o bem do Brasil’.

(Vandré Dubiela/Sou Agro)

 

Vandre Dubiela

Recent Posts

Triticale pode substituir trigo e abrir mercado para o produtor

O triticale, cereal obtido do cruzamento entre trigo e centeio, pode ganhar um novo destino…

outubro 17, 2026

Frimesa e cooperativas parceiras entregam cheque oficial à Associação de Portadores de Parkinson

Mobilização do Dia C arrecadou recursos com o Risoto Solidário para apoiar o projeto “Vida…

outubro 17, 2026

ATeG aprimora gestão e rentabilidade na produção de arroz

As lavouras de arroz de Jaguaruna, no sul de Santa Catarina, ganharam força para superar…

outubro 17, 2026

FAEP articula proposta para derrubar PEC do fim da escala 6×1

O Sistema FAEP está em diálogo com a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) para propor…

outubro 17, 2026

Ciclone impulsiona massa de ar frio e até geada

Ciclone vai impulsionar pelo interior da América do Sul uma massa de ar frio que…

outubro 17, 2026

Polícia Civil elucida latrocínio contra produtor rural

A Polícia Civil do Paraná, por meio do Setor Operacional e do Setor de Homicídios…

outubro 16, 2026

O site SOU AGRO utiliza cookies e outras tecnologias

Leia Mais