More than 100 soybean aphids collect on the underside of a soybean leaf. Pest feeding can inhibit the plant's ability to make grain, or kill it outright.

Alerta no campo: pulgão-da-soja pode chegar ao Brasil

Sirlei Benetti
Sirlei Benetti
https://youtu.be/I23oaf0Rk0A

 

#souagro | Alerta no campo: o cartel de pragas no Brasil pode ganhar mais uma ameaça, caso medidas protetivas não forem adotadas e a fiscalização não seja reforçada em aviões ou navios. Trata-se do pulgão-da-soja, praga ainda ausente na América do Sul, mas que já provoca grandes prejuízos em lavouras de soja da Ásia, Estados Unidos e Canadá.

O engenheiro agrônomo Fernando Luiz Rocha Pereira traça um panorama desta praga sugadora nativa da Ásia. “Somente nos Estados Unidos, o uso de inseticidas para combater o pulgão-da-soja quadruplicou”. O controle fitossanitário do Ministério da Agricultura é determinante para evitar a invasão dessa praga nas lavouras brasileiras. “Corremos sérios riscos se um ovo do pulgão-de-soja chegar ao País por meio de aviões ou por meio de embarcações”. O engenheiro agrônomo também faz um alerta para que as pessoas evitem de trazer sementes ou plantas originárias de outros países sem a devida fiscalização.

 

Confira a entrevista concedida pelo engenheiro agrônomo Fernando Pereira, especial para o Portal Sou Agro:

 

As populações de Aphis glycines introduzidas na América do Norte rapidamente desenvolveram resistência à maior parte dos inseticidas piretróides utilizados no seu controle, fato auxiliado pela alta taxa reprodutiva da espécie

A introdução de espécies de plantas não-nativas na América do Norte facilitou o estabelecimento subsequente do pulgão-da-soja, pois proporcionou o abrigo e alimento necessários para a praga ao longo de seu ciclo de vida. O pulgão-da-soja usa a espécie de planta Rhamnus cathartica como hospedeiro no inverno e a soja como hospedeiro de verão. Esse cenário onde diferentes espécies invasivas favorecem o estabelecimento umas das outras é conhecido como colapso invasivo, produzindo condições favoráveis para que a praga se espalhe pelo novo ambiente colonizado.

 

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A prevenção de entrada de pragas invasivas no Brasil depende de um esforço abrangente para limitar a introdução e estabelecimento de qualquer espécie não-nativa no país, inclusive de plantas daninhas.

O pulgão-da-soja apresenta, portanto, três aspectos que tornam altamente provável sua introdução no Brasil: está presente em países que comercializam intensamente com o Brasil, como Estados Unidos e China, aumentando sua probabilidade de entrada no país; apresenta alta capacidade reprodutiva através da partenogênese, sendo uma vantagem biológica; e, se introduzido no país, levaria a sérios problemas de controle devido à resistência a inseticidas e ausência de medidas de manejo eficientes.

“Corremos o risco sim, de ter o pulgão-da-soja como uma próxima praga no Brasil. Portanto, o pedido é para evitar plantas voluntárias e que ao sinal de qualquer semelhança, comunicar imediatamente as autoridades competentes”, destaca Fernando Pereira. (Vandré Dubiela/Sirlei Benetti)

 

Foto: CropLife

 

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