Estiagens podem atrapalhar desempenho da soja

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O fenômeno La Niña vai influenciar as condições climáticas pela segunda safra seguida. Depois de afetar o desempenho das lavouras de soja no último verão e de milho safrinha e trigo no outono/inverno, o resfriamento das águas do Oceano Pacífico deve interferir no regime de chuvas durante a temporada 2021/22.

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O risco é de estiagens regionalizadas no centro-sul do Brasil. “As chuvas ficarão abaixo do normal e muito mal distribuídas. A irregularidade das chuvas vai ser a principal marca da safra”, alerta Ronaldo Coutinho do Prado, da Climaterra. Períodos mais chuvosos de até duas semanas deverão se alternar com intervalos mais longos de tempo seco. As águas do Oceano Atlântico deverão se manter entre neutras e levemente frias até o final de ano e não terão força para amenizar o resfriamento mais acentuado do Pacífico, que costuma reduzir as chuvas no Sul.

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O Atlântico só deverá começar a se aquecer em 2022, quando deverá aumentar a frequência das chuvas, com possibilidade de, até mesmo, atrapalhar a colheita da soja. “Vai ser um ano complicado, com problemas por falta e por excesso de chuvas”, adverte Coutinho.

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A atuação de uma versão moderada a forte do La Niña também deverá ter como consequência episódios de frio tardio. Em novembro, massas de ar frio de curta duração poderão alcançar áreas acima de 800 metros de altitude. O verão 2021/22 será semelhante ao anterior em relação às temperaturas. “Sem ondas de calor exageradas e com eventos de frio mais fortes que o normal”, antecipa Coutinho.

Para os estados do centro-norte do país, a primavera-verão terá condições distintas. O centro-sul de Mato Grosso do Sul deverá ter clima muito semelhante ao do Paraná, com chuvas bastante irregulares. Já para Mato Grosso a tendência é de clima mais favorável, mas mesmo assim Coutinho não descarta a ocorrência de períodos secos curtos durante o ciclo da soja.

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(FOTO/FONTE: C. Vale)

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