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Com estiagem, produtores do sul destroem lavouras de milho

Débora Damasceno
Débora Damasceno
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#souagro| A estiagem tem castigado muitas lavouras no sul do país. No Rio Grande do sul por exemplo, alguns agricultores já estão destruindo a produção para iniciar outros plantios. Na região noroeste do Estado, a estimativa de perdas é de 40% da produção conforme a Associação dos Produtores de Milho do Rio Grande do Sul (Apromilho-RS). Nas outras regiões do estado, os prejuízos variam de 30% a 70%, conforme a Apromilho. Algumas cidades do Paraná também sofrem com a falta de chuva, como é o caso de Palotina.

VEJA VÍDEO COM RELATO DOS PRODUTORES: 

Até nas áreas que tem irrigação a falta de chuva deixa prejuízos, segundo a Apromilho-RS, os agricultores estão intercalando a irrigação entre uma lavoura e outra, racionando a água e a tendência é que, à medida que as prefeituras decretarem estado de emergência devido à estiagem, os agricultores comecem a apresentar pedidos de indenização ao Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro).
O município de Palmeira das Missões que é o maior produtor de milho do Estado, registra perdas de 50% a 60% nas áreas não irrigadas, segundo o sindicato rural. A situação é mais dramática nas lavouras semeadas cedo, que sofreram com a falta de chuva na fase de floração, nestes casos a falta de chuva comprometeu 80% da produção.
Segundo Cepea, apesar de novas estimativas divulgadas na semana passada indicarem produções elevadas no Brasil (segundo a Conab, a produção total de milho na safra 2021/22 pode atingir 117,18 milhões de toneladas, um recorde) e no mundo, os preços do milho seguem em alta nos mercados interno e externo. No spot nacional, segundo pesquisadores do Cepea, as cotações são sustentadas pelo clima desfavorável no Sul do País, importante produtor da safra verão – produtores estão atentos ao baixo volume de chuvas, que vem prejudicando o desenvolvimento das plantas.
PREVISÃO DO TEMPO 

A maior probabilidade é de que a chuva chegue ao sul do país na terça-feira (14) pelo menos é o que preveem os meteorologistas e também o engenheiro agrônomo Ronaldo Coutinho do Clima Terra, mas há preocupação de que a chuva não vai chegar para todos. Segundo Coutinho, as chances de chuva são maiores para o Sul do Brasil na terça, quarta e quinta-feira, porém faz um alerta: elas não serão homogêneas, ou seja: “Em algumas localidades pode chover mais de 30 milímetros, já no vizinho, quase nada”, ressalta ele.

(Débora Damasceno/ Sou Agro com agências)

(Débora Damasceno/Sou Agro)

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