Milho plantado fora do zoneamento e afetado pela geada fica sem seguro

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#souagro | Os preços atrativos da saca do milho levaram muitos produtores a arriscar e realizar o plantio do milho safrinha fora da área do zoneamento agrícola. Essa postura deixou a maioria sem cobertura do seguro e é aí que mora o problema. Os efeitos devastadores da geada registradas há cerca de uma semana, levaram muitos produtores a arcar com o prejuízo e a ficar órfão do seguro, uma vez que o seguro e o Proagro só são garantidos se o plantio for realizado dentro do período de zoneamento preconizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O chefe do DERAL (Departamento de Economia Rural), ligado à SEAB (Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento), Salatiel Turra, reconhece que muitos produtores, atraídos pela valorização da saca do milho, realmente plantaram fora do zoneamento agrícola, ficando alijados desse mecanismo de segurança econômica e agora obrigados a arcar com os prejuízos atribuídos as intempéries climáticas. “O que o Governo do Estado fez, foi garantir a subvenção para os produtores que respeitaram o zoneamento. Esses sim terão ao seu dispor a subvenção do governo”, garantiu o chefe do Dera no Paraná. O prazo para o plantio do milho, respeitando o zoneamento, era até 20 de março.

Em relação aos estragos ocasionados pelas fortes geadas, os profissionais da Seab estão a campo coletando as informações para apresentar no próximo relatório, previsto para ser divulgado em 29 de julho. “Sabemos que haverá uma redução significativa, mas ainda sem poder projetar esses números”.

Inicialmente, o Paraná tinha uma estimativa de 38 milhões de toneladas da safra de grãos, com substancial perda envolvendo o milho. No mais recente relatório, o milho segunda safra já apresentava uma redução de 33%. Agora, essa realidade tende a ser ainda mais preocupante.

 

Compartilhamento de risco

No começo do mês de março, o secretário estadual da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, participou de audiência virtual com a ministra da Agricultura, engenheira agrônoma Tereza Cristina, pedindo o compartilhamento do risco entre o setor e o governo federal, diante do atraso no plantio da soja no segundo semestre do ano passado e a dilatação do prazo de zoneamento para o plantio do milho, o que não aconteceu. Na época, a ministra justificou que tal decisão colocaria em xeque anos de credibilidade construído em torno da definição do cronograma de zoneamento no País. Essa tentativa de alteração de zoneamento contou com a participação da Seab, Ocepar, Fetaep e demais órgãos estaduais. Por conta desse quadro, cada agricultor preciso fazer uma avaliação sobre o risco do cultivo. Na época, o grande temor era pela desistência do plantio por parte dos produtores, cenário não confirmado em virtude dos preços interessantes da saca de milho, que hoje apresenta um sensível alta diante da escassez do grão no mercado.

(Vandré Dubiela/Sou Agro)

 

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