Mercado brasileiro de soja segue com baixo volume de negócios

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#souagro | O mercado da soja apresenta movimentação nesta semana nos Estados Unidos. Após perdas registradas na terça-feira, as operações reagiram e apresentam alta. Na manhã desta quarta-feira, foram retomadas as compras por parte de fundos e foi observada perda de qualidade nas lavouras dos Estados Unidos. São fatores que favoreceram os preços. As informações são do analista de mercado da Granoeste, Camilo Motter.

No fim da tarde de ontem, o USDA divulgou seu relatório indicando queda de um ponto percentual na qualidade das lavouras de soja. Ainda de acordo com o levantamento, 59% das áreas são consideradas entre boas e excelentes, abaixo dos 60% da semana passada e 71% do mesmo período em 2020.

As áreas consideradas ruins ou péssimas totalizam 11%, ante 9% da semana anterior e 4% de um ano atrás. Já as áreas tidas como regulares são de 30%. Com relação ao estágio, 29% das lavouras entraram em formação de vagem, índice semelhante à da semana passada. A média histórica é de 24%. Três por cento encontram-se na fase da formação de vagens.

As lavouras norte-americanas entraram no período mais crítica da evolução. A partir de agora, o comportamento climático ganha ainda mais importância, por conta dos minguados estoques, os menores dos últimos nove anos.

A queda no pregão registrada ontem teve como fator paralelo as boas chuvas no oeste e norte do cinturão produtivo. Outra decisão que pesou envolve a postura norte-americana com relação à legislação em vigor permitindo a adição de apenas 10% de etanol na gasolina.

No mês de junho, as exportações brasileiras de soja totalizaram 11,12 milhões de toneladas, conforme o Secex, diante das 13,75 milhões de toneladas do ano passado. Na temporada, que teve início em fevereiro deste ano, os embarques somam 61,22 milhões de toneladas, ante 60,2 milhões de toneladas no mesmo intervalo de 2020. Já para este mês de julho, os line-up de navios indica embarques de 8 milhões de toneladas.

O mercado brasileiro de soja segue com baixo volume de negócios. Os preços internos sofreram revés por conta da queda acentuada apurada na bolsa norte-americana. Entretanto, parte destas perdas foram compensadas pela alta do câmbio, fechando acima de R$ 5,20 e pelos prêmios que que se apresentaram em alta nos portos brasileiros.

No Oeste do Paraná, a saca está cotada a R$ 157/158 e em Paranaguá, na faixa dos R$ 164/165, conforme o prazo de pagamento e do local de embarque, no interior.

(Vandré Dubiela/Sou Agro)

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