Paraná reforça pedido por equalização de juros para crédito rural

Compartilhar

O governador Carlos Massa Ratinho Junior e o secretário de Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, apresentaram algumas demandas do setor agroindustrial paranaense nesta terça-feira (18) para a ministra de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Teresa Cristina. Entre as pautas estiveram liberação de crédito rural e recursos federais para a expansão das plantas do Estado diante do apetite das empresas em apostar na vocação agropecuária do Paraná.

O governador também apresentou o Banco do Agricultor Paranaense, programa que viabilizará meio bilhão de reais para alavancar a agricultura familiar e as pequenas cooperativas. Para isso, o Estado vai compensar o agricultor, por meio da Fomento Paraná, com o reembolso de até 3 pontos porcentuais do juro contratado junto às instituições financeiras que trabalham com crédito rural.

Esse contexto de novas políticas públicas e necessidade por crédito é puxado pela força natural do agronegócio no Estado, maior produtor de carnes do País e 3º maior exportador do agro brasileiro, e pela proximidade do reconhecimento internacional, pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), como área livre de febre aftosa sem vacinação. O “selo” será confirmado na semana que vem.

“Estamos vivendo um ótimo momento. O Governo do Paraná e os produtores entenderam que o trabalho conjunto favorece ainda mais o desenvolvimento das cadeias produtivas. Estamos apostando em novas plantas, em negócios sustentáveis, geração de energia limpa e geração de empregos. E viveremos um boom nos próximos anos. Por isso precisamos de equalização de juros para crédito rural e um ambiente ainda mais favorável para agricultores de qualquer tamanho”, afirmou Ratinho Junior.

Entre as principais iniciativas está a necessidade de apoio para a aprovação do Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN 4/2021). A matéria prevê a recomposição dos R$ 2,5 bilhões que foram cortados para subvenção de operações do agro e ainda um acréscimo de R$ 1,23 bilhão para a mesma finalidade. “Essa é uma defesa em nome da economia do Paraná”, disse o governador.

O Secretário de Agricultura, Norberto Ortigara, apresentou para a ministra os detalhes do Banco do Agricultor Paranaense

 

AFTOSA – Ratinho Junior também convidou a ministra para participar da videoconferência organizada para o dia 27 de maio sobre o reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação. O encontro deve reunir produtores, cooperativas, associações e federações que acompanharam e ajudaram a patrocinar esse pleito ao longo dos últimos anos.

O Paraná recebeu em março o parecer favorável do comitê técnico da OIE. Com o reconhecimento, o setor agropecuário vai garantir a abertura de novos mercados e atrair investimentos para as cadeias de suínos, peixe, frango, leite e pecuária bovina de corte. O status sanitário internacional permitirá ao Paraná praticamente dobrar as exportações de carne suína e alcançar mercados como Japão, México e Coreia do Sul, que pagam mais pelo produto com reconhecida qualidade sanitária.

“Estamos animados. O agronegócio paranaense tem Valor Bruto de Produção (VBP) na casa de R$ 120 bilhões. Representamos 34% do PIB do Estado e estamos vendo um movimento muito grande do setor por novos investimentos, o que gerará dividendos e empregos. Teremos a maior planta de abate de suínos da América do Sul, a maior maltaria do País e a maior fábrica de empanados e salsichas do mundo. Queremos dar continuidade a esse trabalho”, acrescentou Norberto Ortigara.

A Nova Ferroeste foi apresentada para os ministros Tarcísio Gomes de Freitas e Tereza Cristina

 

NOVA FERROESTE – Ao ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, o governador também apresentou a modelagem da Nova Ferroeste, que atenderá a exportação das safras de Paraná e Mato Grosso do Sul nas próximas décadas. A estrada de ferro com 1.285 quilômetros que vai ligar Maracaju, no Mato Grosso do Sul, ao Porto de Paranaguá, no Litoral paranaense, dará origem a um dos mais importantes corredores de exportação do País. Ela terá influência direta sobre 425 municípios de três estados.

A expectativa é de que os estudos de viabilidade sejam finalizados em setembro e os estudos de impacto ambiental em novembro. A ideia é colocar a ferrovia em leilão na Bolsa de Valores do Brasil (B3), com sede em São Paulo, logo na sequência. O consórcio que vencer a concorrência será também responsável pelas obras. O investimento é estimado em R$ 20 bilhões.

PRESENÇAS – Participaram da agenda o governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja; o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex; o chefe da Representação do Paraná em Brasília, Rubens Bueno, o diretor-presidente da Ferroeste, André Gonçalves; e o coordenador do Plano Estadual Ferroviário, Luiz Henrique Fagundes.

Fonte: AEN

Compartilhe em suas redes sociais:

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on whatsapp
Share on email

Clique aqui e receba notícias do agronegócio em seu celular

Se conecte com nossas redes sociais:

Publicidade

Publicidade

Copyright © 2021 Sou Agro | CNPJ: 39.541.312/0001-48 — Todos os direitos reservados.

Sou Agro

AD BLOCKER DETECTED

Percebemos que você tem um adblocker habilitado que restringe os anúncios veiculados no site.

Please disable it to continue reading Sou Agro.