O que você precisa saber sobre o atual cenário do agronegócio

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#souagro | O mais recente relatório do USDA divulgado nesta semana ainda ecoa no agronegócio brasileiro. Para fazer uma análise dos números apresentados, o vice-presidente do Sindicato Rural de Cascavel, engenheiro agrônomo Modesto Félix Daga, faltou sobre as estimativas de produtividade de soja e milho e os reflexos com relação aos preços pagos ao produtor.

Os Estados Unidos têm previsão de colher 119.9 milhões de toneladas de soja. A safra ainda está em curso, ainda na fase de cultivo, com a colheita prevista para os meses de setembro e outubro. Mesmo com essa produção, a maior em toda a história americana, o consumo, mais a exportação prevista reduzida significativamente, acaba com o estoque de produção, derrubando o estoque de passagem, para o valor que se encontra hoje, na previsão, inclusive dessa safra. “Essa colheita só ocorrerá em setembro, outubro e até lá, temos as intempéries climáticas que podem favorecer ou desfavorecer a produção. Se desfavorecer, a situação vai ficar muito complicada com relação à soja americana”.

 

USDA eleva estimativa para produção mundial de soja

Área de plantio da safra americana fica abaixo do esperado pelo mercado

 

Em relação à Argentina, o USDA continua estimando a produtividade de 47 milhões de toneladas de soja, enquanto os órgãos oficiais da Argentina falam em 44 milhões de toneladas.

No Brasil, a estimativa é de 136 milhões de toneladas de soja. Do total, 86 milhões de toneladas serão destinadas à exportação e 50 milhões de toneladas para consumo interno. “Todos os fundamentos são favoráveis aos preços firmes para comercialização da soja, para essa safra colhida e também para a próxima”. Segundo Daga, a única pendência duvidosa envolvendo a soja é o câmbio.

 

Veja a entrevista com o engenheiro agrônomo Modesto Daga:

 

MILHO

O USDA prevê uma produção de verão mais safrinha para o Brasil com relação ao milho de 102 milhões de toneladas, praticamente a mesma projeção do IBGE. Já a Conab, prevê 106.4 milhões de toneladas. “Essa diferença de produção praticamente compromete toda a safra de milho, que estaria sobrando dentro do Brasil. Estamos com os menores estoques de passagem. Além disso, temos todo o grande volume de produção de inverno, que é a safrinha, ainda na roça e com produção indefinida. Estamos passando por um período crítico em função da seca, principalmente Paraná, Mato Grosso do Sul, sul do Mato Grosso e São Paulo”. Confira mais detalhes sobre o assunto, clicando na entrevista acima.

(Vandré Dubiela)

 

Foto: Cleverson Beje/FAEP

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