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Sou Agro Entrevista: Alfredo Lang fala sobre atenção à saúde dos colaboradores e desafios em 2021

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#souagro | Com exclusividade ao Portal Sou Agro, o presidente da C. Vale, Alfredo Lang, concedeu uma entrevista abordando vários pontos importantes sobre o desempenho da cooperativa em 2020 e as projeções para esse ano. Além disso, abordou os investimentos feitos na saúde dos colaboradores e na expectativa em torno do cargo que assumirá como presidente da Cotriguaçu. Confira:

Portal Sou AgroO ano de 2020 foi um ano perdido ou podemos extrair momento positivos ao setor cooperativista, mais pontualmente em relação à C.Vale?

 

Alfredo Lang – Apesar de todos os problemas e desafios que enfrentamos com o coronavírus, 2020 foi um ano positivo para o agronegócio. A alta do dólar favoreceu as exportações gerando mais renda aos produtores, empregos e tributos. Nós um dos melhores alcançamos os melhores resultados da história da C. Vale. Faturamos R$ 12,27 bilhões, ou seja, 37,5% a mais que no ano passado. O financeiro foi expressivo, mas o saldo que considero mais positivo, foi manter a Covid longe de nossas indústrias. Só em 2020, investimos mais de R$ 30 milhões em prevenção e segurança. Considero que isso, nunca foi um custo para nós, mas sim, um investimento na vida humana.

Palotina – Cooperativa C Vale – Industria de Aves e Tilapia – Presidente Alfredo Lang – Foto : Jonathan Campos / AEN

Portal Sou AgroQual a seu prognóstico quanto ao desempenho da C.Vale previsto para este ano (2021)? Há como projetar uma expectativa de faturamento até o fim do ano ou para este primeiro semestre?

 

Alfredo Lang – Infelizmente, a Covid continua fazendo parte de nossas vidas, e até com mais intensidade. Mas a exemplo de 2020, vamos dar continuidade ao nosso planejamento. De um modo geral, a safra de soja está apresentando bons resultados, especialmente financeiros, apesar da seca e do excesso de chuvas, que comprometeram a qualidade e a produtividade em várias regiões de atuação da C. Vale. Agora vamos ficar na dependência do tamanho da safrinha de milho. Estruturalmente, iniciaremos o projeto para construção da esmagadora de soja e vamos ampliar a produção de frangos, peixes e suínos, que consequentemente gerarão mais empregos, renda e qualidade de vida no campo e na cidade. O nosso desafio é findar 2021 com faturamento de R$ 14,4 bilhões.

 

Portal Sou AgroOs integrados da C.Vale produziram, em 2020, um total de 153.883.340 frangos. Qual a expectativa de produção e abate para 2021?

 

Alfredo Lang – Nosso planejamento de longo prazo é ampliar a produção. No entanto, temos que avaliar como vai se comportar o preço do milho. Nos patamares atuais, a rentabilidade da produção de frangos fica prejudicada. O dólar acaba, de certa maneira, compensando, mas você não exporta toda a produção. Não dá para repassar aumento de custos para o mercado interno com desemprego em alta e com pandemia. Espero que tenhamos uma boa safrinha de milho para garantir um bom nível de oferta.

 

Portal Sou AgroDe toda a produção de frangos da C.Vale, qual a porcentagem destinada ao mercado externo e para quais países. Há possibilidade de abrir novos mercados em 2021?

 

Alfredo Lang: Entre 65% e 70%. China, Rússia, África, Reino Unido e Alemanha são alguns dos países que exportamos. Sempre estamos procurando novos mercados, mas essa é uma tarefa do governo, da diplomacia, porque envolve tratados comerciais.

 

Portal Sou AgroEm relação à produção de tilápias, em 2020, a C.Vale ampliou o abate em 25,53%. O volume chegou a 22.664.192 quilos. Qual a projeção para 2021?

 

Alfredo Lang: Aumentar gradualmente. A carne de tilápia não é tão acessível quanto a de frango e a quase totalidade da produção vai para o mercado interno. Também está sendo afetada pela valorização do milho, mas tivemos uma boa demanda por carne de tilápia em 2020. As pessoas estão em busca de alimentos mais saudáveis e a carne de tilápia carrega muito essa característica.

 

Portal Sou AgroO atraso no plantio da soja provocou um efeito dominó, comprometendo também o período correto para o plantio do milho. Há temor que falte milho, esse grão tão importante para abastecer as cadeias produtivas. Caso isso se confirme, como a C.Vale está preparada para enfrentar esse colapso?

 

Alfredo Lang: Normalmente nós trabalhamos com um nível de estoques que nos garanta a produção de ração em caso de frustração de uma safrinha de milho. Como atuamos em três estados produtores de milho e também no Paraguai, temos a oportunidade de trazer milho de regiões não afetadas pelo clima, se for o caso. O problema é que se houver um problema climático qualquer, o preço tende a subir ainda mais, o que seria um grande complicador.

 

Portal Sou AgroO sr. será conduzido ao cargo de presidente da Cotriguaçu. Como o sr. encara esse novo desafio?

 

Alfredo Lang: O desafio é prestar um serviço de boa qualidade às filiadas. Temos duas grandes questões afetando o escoamento da produção do Paraná. Um é o pedágio, que está sendo discutido, e o outro é a questão da ferrovia até o porto, com o gargalo em Guarapuava. São dois pontos que vão exigir bastante atenção da Cotriguaçu. Vamos levar as demandas das cooperativas às autoridades, precisamos reduzir esse custo de escoamento da produção.

(Vandré Dubiela/Sirlei Benetti, com apoio da Assessoria de Imprensa da C.Vale)

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