Cai preço do leite pago ao produtor e CMN aprova financiamento

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Por solicitação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) o Conselho Monetário Nacional (CMN) recentemente, aprovou a contratação de Financiamento para Garantia de Preços ao Produtor para beneficiamento ou industrialização de leite. O limite de crédito é de até R$ 65 milhões, com taxa de juros de 6% ao ano e prazo de pagamento de até 240 dias. Também foi ampliado de um ano para dois anos o prazo de pagamento para contratação de crédito de custeio pecuário para retenção de matizes bovinas de leite.

Segundo o Conselho Monetário Nacional, as medidas foram adotadas para evitar a descapitalização desse segmento e garantir o abastecimento do mercado. O aumento dos preços dos insumos para ração das vacas leiteiras, como milho e farelo de soja, levou à queda na relação de troca entre esses insumos e o leite. Para 2021, não há expectativa de recuo no preço dos insumos e do custo da alimentação desses animais. Assim, dependendo do comportamento do preço do leite, a rentabilidade do setor pode ser prejudicada, o que pode induzir ao descarte precoce de matrizes leiteiras e, consequentemente, reduzir a oferta interna de leite.

Paralelo a isso, o produtor, a família rural, que se dedica todo dia, duas vezes por dia na lida do manejo das vacas e de tirar leite, está recebendo menos pelo litro do produto. Isso é no brasil todo, mas particularmente no Paraná foi pior no primeiro bimestre do ano. Segundo dados analisados no boletim da secretaria estadual de agricultura na ultima semana de fevereiro. O preço do litro, de acordo com pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), teve redução de 4,3% no início de fevereiro, em comparação com o mês anterior, isso no Brasil, o que representa que o produtor recebeu R$ 2,03 pelo litro.

No Paraná, a queda no valor do litro foi um pouco maior, de 6%, na comparação entre a média de janeiro de 2021 com a semana de 15 a 19 de fevereiro. No entanto, ainda que as reduções sejam verificadas neste primeiro bimestre, as altas ocorridas ao longo do segundo semestre do ano passado foram mais expressivas.

Naquele período, houve restrição na oferta de leite, em razão da estiagem e da alta nos custos de produção, o que refletiu no aquecimento dos preços. O retorno das chuvas e a melhoria na disponibilidade de forragens levaram ao aumento de captação do produto, que resultou em queda na cotação para o produtor. A projeção futura depende, entre outros fatores, do clima, balança comercial e custo dos insumos.

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