Seca reforça importância da prevenção aos incêndios no campo

Fernanda Toigo

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Imagem: Faep

Com a proximidade do inverno, o risco de incêndio em áreas rurais aumenta, colocando agricultores e pecuaristas em alerta. A tendência é que a estação seja de temperaturas acima da média no Paraná, principalmente pela influência do El Niño, segundo previsão do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). Além de danificar lavouras e florestas e gerar prejuízos econômicos, os incêndios colocam em risco a segurança e a saúde dos produtores rurais e famílias.

“Por isso a importância de estar preparado não apenas para prevenir, mas também para combater o fogo. O perigo maior vai até outubro. É preciso que todos estejam em alerta. Não dá para relaxar”, destaca Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema FAEP.

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Como explica o meteorologista Samuel Braun, do Simepar, climatologicamente o inverno é o período mais seco, em todo o Paraná. Esse cenário de seca, somado à baixa umidade do ar e às geadas que comumente castigam a vegetação no período, faz crescer a chance de fogo no meio rural.

“Os valores médios são mais baixos, chove entre 100 e 200 milímetros. Períodos secos são muito comuns, com vários dias consecutivos sem chuvas. A faixa norte tem registros com mês inteiro sem chuvas”, afirma o meteorologista.

Capacitação e prevenção

Muitas podem ser as causas que dão início aos incêndios no campo, sendo o “fator humano” a principal. Isso reforça a importância de atitudes como manter em dia a manutenção dos equipamentos; limpar e remover materiais secos que acabam entulhados nas propriedades; não usar a queimada na produção (prática já proibida); ter cuidado e atenção nas festividades juninas que se aproximam; e, sempre que necessário, buscar capacitação.

“O incêndio acontece onde a prevenção falha”, pontua Neder Maciel Corso, técnico do Sistema FAEP.

Desde 2010, quando foram criados os treinamentos para brigadistas florestais, o Sistema FAEP já capacitou mais de 10 mil pessoas para atuar na prevenção e no combate aos incêndios no campo. Somente neste ano, de janeiro a maio, foram realizados 65 cursos. Desses, 40 foram específicos para brigadistas florestais de usinas do setor sucroenergético, outros 16 atenderam produtores rurais de setores diversos, e nove foram destinados a empresas de base florestal.

Atualmente, o Sistema FAEP oferece quatro diferentes treinamentos com foco em incêndios florestais, todos práticos. “Nossa orientação é que os produtores passem pelo treinamento para entender os conceitos básicos sobre incêndios florestais e saber como prevenir e agir. Quanto mais preparados estiverem, mais rápidas serão a detecção e a mobilização para minimizar os prejuízos”, reforça Corso.

Combate ao fogo

Algumas práticas e estruturas são fundamentais para controle em caso de incêndio, como a aquisição de ferramentas manuais (como enxadas e rastelos), abafadores, bombas costais, caminhões-pipa (no caso de usinas e indústria florestais) e a construção de aceiros nas áreas, que funcionam como uma barreira contra o avanço do fogo.

“Os aceiros são faixas limpas, livres de vegetação, construídas em volta das áreas de lavoura e florestas, que facilitam o acesso de equipamentos para conter o incêndio. Além disso, também é fundamental que os produtores tenham mapeado as áreas de onde podem fazer a captação de água para esse controle”, afirma Corso.

Outro fator que faz com que esse preparo mínimo seja imprescindível para os produtores é a indisponibilidade de unidades do Corpo de Bombeiros em muitos munícipios do Estado. “Isso pode retardar as ações de combate, quando o incêndio ainda não atingiu grandes proporções”, aponta o técnico do Sistema FAEP.

(Com FAEP)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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