Célula de tempestade fez estragos no Norte gaúcho

Uma célula de tempestade associada a uma frente quente no Norte do Rio Grande do Sul no final da tarde desta segunda-feira produziu imagens impressionantes registradas por fotógrafos da região e deixou estragos, especialmente no município de Não-Me-Toque.
A célula de temporal que atingiu o Norte do Rio Grande do Sul provocou destruição em Não-Me-Toque, Lagoa dos Três Cantos e localidades vizinhas. A tempestade veio acompanhada de intensas rajadas de vento, chuva torrencial e granizo, deixando danos em residências, empresas e áreas públicas. Em poucos minutos, o céu escureceu e os ventos ganharam muita intensidade, sendo seguidos por chuva forte e queda de granizo. Logo começaram a surgir relatos de destelhamentos, árvores caídas e prejuízos em diferentes bairros.
Colheita: Chuva atrasa máquinas e aumenta risco de perdas
A Praça Central de Não-Me-Toque foi uma das áreas afetadas. Árvores de grande porte tombaram com a força do vento, causando danos e exigindo a atuação das equipes municipais para desobstrução de vias e avaliação dos riscos.
A célula de tempestade escureceu o céu em Passo Fundo com a nuvem Cumulonimbus (Cb) avançando sobre a maior cidade do Planalto Médio, o que foi registrado em vídeo com drone pela fotógrafa Cris Oliveira. Frente quente, cuja energia deriva de uma corrente de jato em baixos níveis com ar tropical, mantém a forte instabilidade nesta terça. Chove no decorrer do dia em quase todo o estado, embora diferentes pontos registrem momentos sem precipitação e alguns até com aberturas.
A MetSul alerta para mais um dia com alto risco de chuva localmente forte a torrencial em vários pontos do estado, inclusive Porto Alegre e região metropolitana. Frentes quentes, como a que atua no Rio Grande do Sul, costumam trazer muitos raios e granizo, o que deve se repetir no estado. Há risco de vento intenso isolado e mesmo o perigo de tornados com células de tempestade na Metade Norte não é afastado.
VENDAVAIS DE MAIS DE 100 KM/H
Um forte temporal atingiu o Litoral Norte do Rio Grande do Sul no começo da noite desta segunda-feira (27) e deixou um rastro de destruição em diversos municípios. A tempestade foi acompanhada por intensa atividade elétrica, chuva forte e rajadas de vento que chegaram perto de 100 km/h em Osório, provocando destelhamentos, queda de árvores, postes, interrupção no fornecimento de energia elétrica e danos em imóveis públicos e privados. Apesar da violência do fenômeno, não havia registro de feridos.
A linha de instabilidade associada a uma frente quente no Rio Grande do Sul avançou sobre a região por volta das 18h30. Antes da chuva, moradores registraram um espetáculo de relâmpagos que iluminou o céu em cidades como Osório, Tramandaí e Imbé.
A intensa atividade elétrica chamou a atenção e indicava a força da tempestade que se aproximava do litoral gaúcho. Os maiores danos foram registrados em Osório. Uma estação meteorológica mediu rajada de 95,4 km/h durante a passagem da tempestade, uma das maiores velocidades de vento observadas nesta segunda-feira no estado.

Um dos episódios que mais chamou a atenção ocorreu às margens da ERS-030, onde parte da estrutura de uma concessionária da BYD desabou durante o temporal. A cobertura atingiu diversos veículos estacionados tanto no pátio quanto no interior da loja, causando grandes prejuízos materiais.
omo a concessionária já estava fechada quando o temporal atingiu a cidade, não havia funcionários nem clientes no prédio. Por isso, apesar da gravidade dos danos estruturais, ninguém ficou ferido. Até o final da noite ainda não havia estimativa oficial sobre o número de veículos atingidos.
Outro prédio bastante afetado foi o posto do Comando Rodoviário da Brigada Militar, localizado no entroncamento da ERS-030 com o acesso à Freeway. A força do vento arrancou parte do telhado da edificação e destruiu o toldo utilizado para proteger as viaturas durante operações de fiscalização.
Policiais militares estavam trabalhando no prédio durante a tempestade. Apesar do susto provocado pelo destelhamento, ninguém sofreu ferimentos. O imóvel precisou ser interditado em razão dos danos provocados pelo vento.
(Com METSUL)











