Quatro fatores devem mexer com os preços do milho no curto prazo

Fernanda Toigo

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Colheita de milho - 2021. (Foto: Gilson Abreu/AEN-PR)

Quatro fatores devem movimentar os preços do milho no curto prazo: a Bolsa de Chicago fechou em baixa de 6,49% no período após a divulgação do relatório Wasde na quinta-feira (11), enquanto a colheita da safrinha avança pelo Centro-Sul do Brasil.

Ao mesmo tempo, o dólar comercial registra forte valorização e o Boletim Focus desta segunda-feira elevou a estimativa da Selic de 2026 para 13,50% ao ano. Segundo a plataforma Grainsights, ‘é provável uma semana de grande volatilidade para os contratos futuros negociados na B3 e na CBOT’.

Colheita acelerada pressiona oferta

A colheita da safrinha pelo Centro-Sul do Brasil avança, liderada por Mato Grosso, com aceleração também no Paraná. A entrada progressiva desse novo volume físico no mercado tende a pressionar os preços.

‘A entrada progressiva desse novo volume físico no mercado tende a manter os compradores domésticos confortáveis, permitindo que as indústrias operem com compras escalonadas e sem pressa. É esperado que a pressão sazonal de oferta mantenha os preços físicos do cereal testando patamares de suporte entre junho e julho’, afirmou a Grainsights.

Clima adverso limita quedas

Ao longo de junho, a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta temperaturas acima da média histórica e chuvas irregulares na região central do Brasil. As perdas decorrentes da estiagem já estão consolidadas em Minas Gerais, Goiás e norte paulista.

Para a plataforma Grainsights, ‘o estresse térmico em lavouras tardias e a possibilidade de geadas nas áreas mais altas do Sul servem como contrapeso que impede quedas mais fortes na B3’.

Dólar em alta e juros pressionam

A forte valorização do dólar comercial amplia a competitividade nominal das exportações de grãos brasileiros, mas ocorre em contexto de aperto monetário interno.

‘Esse avanço cambial amplia a competitividade nominal das exportações de grãos brasileiros, mas ocorre em um ambiente de elevação nas expectativas de juros internos, com o Boletim Focus desta segunda-feira elevando a estimativa da Selic de 2026 para 13,50% ao ano’, destacou a Grainsights.

A semana também marca a abertura da Copa do Mundo 2026, evento que pode trazer volatilidade adicional aos mercados globais.

(Com Forbes Brasil)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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