Quatro fatores devem mexer com os preços do milho no curto prazo

Quatro fatores devem movimentar os preços do milho no curto prazo: a Bolsa de Chicago fechou em baixa de 6,49% no período após a divulgação do relatório Wasde na quinta-feira (11), enquanto a colheita da safrinha avança pelo Centro-Sul do Brasil.
Ao mesmo tempo, o dólar comercial registra forte valorização e o Boletim Focus desta segunda-feira elevou a estimativa da Selic de 2026 para 13,50% ao ano. Segundo a plataforma Grainsights, ‘é provável uma semana de grande volatilidade para os contratos futuros negociados na B3 e na CBOT’.
Colheita acelerada pressiona oferta
A colheita da safrinha pelo Centro-Sul do Brasil avança, liderada por Mato Grosso, com aceleração também no Paraná. A entrada progressiva desse novo volume físico no mercado tende a pressionar os preços.
‘A entrada progressiva desse novo volume físico no mercado tende a manter os compradores domésticos confortáveis, permitindo que as indústrias operem com compras escalonadas e sem pressa. É esperado que a pressão sazonal de oferta mantenha os preços físicos do cereal testando patamares de suporte entre junho e julho’, afirmou a Grainsights.
Clima adverso limita quedas
Ao longo de junho, a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta temperaturas acima da média histórica e chuvas irregulares na região central do Brasil. As perdas decorrentes da estiagem já estão consolidadas em Minas Gerais, Goiás e norte paulista.
Para a plataforma Grainsights, ‘o estresse térmico em lavouras tardias e a possibilidade de geadas nas áreas mais altas do Sul servem como contrapeso que impede quedas mais fortes na B3’.
Dólar em alta e juros pressionam
A forte valorização do dólar comercial amplia a competitividade nominal das exportações de grãos brasileiros, mas ocorre em contexto de aperto monetário interno.
‘Esse avanço cambial amplia a competitividade nominal das exportações de grãos brasileiros, mas ocorre em um ambiente de elevação nas expectativas de juros internos, com o Boletim Focus desta segunda-feira elevando a estimativa da Selic de 2026 para 13,50% ao ano’, destacou a Grainsights.
A semana também marca a abertura da Copa do Mundo 2026, evento que pode trazer volatilidade adicional aos mercados globais.
(Com Forbes Brasil)











