FRUTICULTURA

Casos de greening são confirmados no RS

O Ministério da Agricultura e Pecuária confirmou os primeiros casos de greening, também conhecido como Huanglongbing (HLB), no Rio Grande do Sul.

A doença apareceu em plantas cítricas de um pomar doméstico no município de Palmitinho, na região do Médio Alto Uruguai, próximo à divisa com Santa Catarina. Técnicos da rede laboratorial do ministério confirmaram o diagnóstico.

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Doença ameaça produção de citros

O greening é causado por uma bactéria transmitida pelo psilídeo Diaphorina citri, inseto presente nos pomares brasileiros há cerca de duas décadas.

Embora não represente risco à saúde humana, a doença causa prejuízos significativos à citricultura. Os sintomas incluem deformação dos frutos, queda da qualidade e redução da produtividade das plantas.

A bactéria pode atingir diferentes variedades de citros, como laranjas, tangerinas, mexericas, limas e limões.

Governo intensifica monitoramento

Após a confirmação dos casos, equipes do Ministério da Agricultura e da Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul iniciaram ações de monitoramento nas áreas próximas ao foco da doença.

As autoridades também reforçarão a fiscalização do trânsito de mudas e ampliarão a vigilância fitossanitária em toda a região, com atenção especial aos pomares comerciais.

Conforme determina o protocolo sanitário, as equipes irão erradicar as plantas contaminadas e intensificar o controle do psilídeo transmissor.

Avanço da doença preocupa setor

Por fim, o Rio Grande do Sul mantinha um programa de vigilância contra o greening desde 2004. Nos últimos anos, os órgãos de defesa agropecuária reforçaram as ações devido ao avanço da doença em países vizinhos e em estados do Sul do Brasil.

Aliás, primeiro registro da doença no país ocorreu em São Paulo, em 2004. Desde então, o greening se espalhou por importantes regiões produtoras de citros.

Dados do Fundecitrus mostram que a incidência da doença no cinturão citrícola de São Paulo aumentou de 44,35% em 2024 para 47,63% em 2025, reforçando a preocupação do setor com o avanço da bactéria.

(Com BP Money)

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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