A agricultura com muito mais precisão

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Foto: Assessoria C.Vale

Cinco La Niña e um El Niño em seis anos. Os fenômenos climáticos vêm castigando sem dó os produtores rurais brasileiros desde a safra 2020/21. Com seguros caros e de cobertura limitada, muitos agricultores passaram a enfrentar dificuldades financeiras, agravadas pela desvalorização dos grãos. Para quem não contratou seguro, a condição é bem mais difícil.

O controle da frequência e do volume das chuvas não está ao alcance do ser humano, mas algumas medidas podem ser adotadas pelo agricultor para minimizar perdas por danos climáticos. O produtor Agnaldo Leite passou a cultivar milho em consórcio com crotalária ou braquiária ainda em 2018 nos 275 hectares de sua propriedade em Brasilândia do Sul, no noroeste do Paraná. A área é de solo misto, com índice de argila entre 25 e 50%, e não suporta bem os períodos secos. Leite semeia as plantas de cobertura ainda com o milho safrinha no campo. Na sequência, a soja é implantada com bastante palhada, que acaba mantendo a umidade do solo por mais tempo. Outro benefício dessa técnica é que a janela de plantio ganha mais alguns dias.

China reconhece Brasil como País livre de febre aftosa

O engenheiro agrônomo da C.Vale Mateus Delai, que presta assistência ao produtor, complementa dizendo que a crotalária ajuda a repelir o nematoide. Além disso, ela recicla nutrientes, servindo como fonte de fósforo e potássio.

AGRICULTURA DE PRECISÃO

A formação de palhada não é a única atitude de Agnaldo Leite para melhorar a qualidade do solo. Ele também fez a agricultura de precisão nos 278 hectares de lavoura com uma plantadeira de taxa variável para fazer a adubação conforme o apontado pela análise de solo.

O efeito de um manejo mais cuidadoso aparece no desempenho das plantas comerciais e na avaliação do produtor. “Eu brinco com meus amigos dizendo que se eu tivesse o conhecimento que tenho hoje, eu não compraria essas terras. Era um solo muito pobre, destruído. Hoje é um solo muito lindo. O fator que limita a minha produtividade não é mais solo, é chuva”, garante.  Segundo ele, hoje os rendimentos da soja e do milho são mais estáveis.

(Com Assessoria C.Vale)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

Mais Notícias