Salmonella pode circular nas granjas e afetar a saúde dos suínos

Fernanda Toigo

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Foto: Texto Comunicação

A bactéria Salmonella spp. é bastante conhecida pelos suinocultores e é motivo de atenção permanente nas granjas. Um dos desafios é que os animais podem carregar o microrganismo sem apresentar sinais claros da doença, o que facilita sua circulação no ambiente. Estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) realizado com suínos no momento do abate encontrou a bactéria em 19% a 67% dos linfonodos avaliados e em 18,3% a 23,8% das amostras fecais, indicando que a salmonela pode estar presente em animais mesmo sem sintomas aparentes.

“Entre os tipos mais associados aos suínos estão Salmonella Choleraesuis e Salmonella Typhimurium. A transmissão ocorre quando os animais ingerem água, ração ou entram em contato com ambientes contaminados por fezes. A bactéria pode se espalhar pela propriedade com a ajuda de roedores, insetos e aves, o que reafirma a importância de medidas de biosseguridade”, alerta Mariana Franco de Oliveira, coordenadora de produto da MCassab Nutrição e Saúde Animal.

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Mariana informa que os sinais clínicos podem variar bastante. “Em leitões e animais jovens, é comum observar diarreia, que às vezes vem acompanhada de muco ou até sangue. Também podem aparecer desidratação, perda de apetite e queda no ganho de peso. Em quadros mais graves, os suínos apresentam febre alta, apatia e dificuldade respiratória. Sem o tratamento correto, a doença pode levar à mortalidade, com grandes prejuízos ao produtor”, destaca.

O controle da salmonelose passa por um conjunto de medidas na granja, como limpeza das instalações, controle de pragas e acompanhamento da saúde do lote. Segundo Mariana Franco, a rapidez na identificação dos casos faz diferença. “Quando a bactéria entra no sistema, ela se espalha com facilidade. Por isso, o produtor precisa ficar atento aos sinais clínicos e agir rápido para evitar que o problema aumente e saia do controle”, recomenda a especialista da MCassab.

Quando a doença é diagnosticada, o tratamento deve ser feito com orientação do médico-veterinário. Entre as soluções disponíveis está Tilosin ST, da MCassab Nutrição e Saúde Animal, antimicrobiano administrado via ração composto por tilosina, sulfadimidina e trimetoprim.

Mariana Franco explica que a associação dos três compostos aumenta o espectro de ação frente a bactérias na produção animal. “A combinação entre tilosina, sulfadimidina e trimetoprim apresenta efeito sinérgico, o que contribui para o controle de infecções bacterianas no trato digestivo dos suínos, incluindo aquelas associadas à Salmonella. É um manejo eficaz de uma doença que está presente e causa muitos problemas“, conclui Mariana.

(Com Texto Assessoria para MCassab)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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