CNA defende aumento imediato da mistura de biodiesel ao óleo diesel

Fernanda Toigo

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Imagem: CNA

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou, na sexta (6), ao Ministério de Minas e Energia (MME), o aumento urgente da mistura obrigatória de biodiesel ao óleo diesel no país, dos atuais 15% para 17% (B17), diante da escalada recente dos conflitos no Oriente Médio e seus impactos sobre o mercado de petróleo.

No ofício encaminhado ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a entidade lembra que. após o início das tensões, o preço do barril do petróleo bruto Brent chegou a US$ 84, acumulando alta de até 20% em relação ao final de fevereiro.

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Segundo a CNA, tomando como referência episódios recentes de tensões globais decorrentes de conflitos bélicos, como em 2022 (Guerra Ucrânia/Rússia), quando o preço do barril do petróleo bruto Brent chegou a subir 40% no primeiro semestre, observou-se, como resposta, o aumento médio nos preços de distribuição e revenda do diesel da ordem de 21% e 23%, respectivamente.

“Nesse contexto, em antecipação aos eventuais impactos à população brasileira, o avanço da mistura de biodiesel representa medida importante e sustentável para ampliar a oferta de combustível no mercado doméstico, reduzir pressões sobre os custos logísticos e fortalecer a segurança energética nacional”, explica no ofício o presidente da CNA, João Martins.

A Confederação ressalta que o atraso na implementação do B16 (16% de mistura do biodiesel ao óleo diesel), prevista para 1º de março de 2026, conforme o cronograma estabelecido para a política de biodiesel, já é um fator de redução do potencial de amortecimento de crises oferecido por esse combustível.

“No entanto, no novo quadro da geopolítica mundial, o avanço imediato para 17% (B17) surge como medida razoável para a realidade nacional”, ressalta Martins.

Por fim, a CNA alerta que, com a soja em plena safra e amplo potencial de abastecimento das indústrias esmagadoras, “o biodiesel torna-se uma alternativa com preço competitivo e com potencial de frear eventuais escaladas de preços para os usuários do transporte no País, incluindo o agronegócio”.

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(Com Assessoria de Comunicação CNA)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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