Foto: Mandel Ngan/AFP
O governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, anunciou que seguirá com as investigações comerciais contra o Brasil e a China, utilizando a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento que permite retaliar países acusados de práticas desleais.
A medida reacende o temor de novas tarifas sobre produtos brasileiros, em especial do agronegócio, setor que já esteve na mira de Washington em disputas anteriores.
Empresas terão de ir à Justiça para reaver valores pagos
Segundo comunicado do Escritório do Representante de Comércio dos EUA, as apurações envolvem questões ligadas a subsídios, barreiras regulatórias e temas ambientais.
No caso brasileiro, há menções específicas a etanol, desmatamento e exportações agrícolas, o que coloca commodities como soja, carne e açúcar sob risco de sobretaxação.
Para a China, o foco continua em tecnologia e manufatura, mas também há reflexos indiretos sobre o mercado global de alimentos, já que o país é um dos maiores compradores de grãos.
A manutenção das investigações ocorre em um momento de incerteza jurídica, após a Suprema Corte dos EUA ter limitado o alcance de tarifas globais impostas anteriormente. Ainda assim, Trump sinalizou que pretende usar todos os instrumentos disponíveis para proteger produtores americanos e pressionar parceiros comerciais.
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