Família de Campo Mourão sobrevive após 18 horas à deriva no Rio Paraná

Fernanda Toigo

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Foto: Grupamento Aéreo Águia PM/Reprodução

Uma família de Campo Mourão (PR) viveu momentos dramáticos após passar mais de 18 horas à deriva no Rio Paraná, no trecho de Presidente Epitácio (SP). O resgate aconteceu no início da tarde de sábado (27) e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, com apoio aéreo.

O grupo era formado por Henrique Pelissari Antonio, de 32 anos, e seus pais, Salete Pelissari Antonio e Armindo Pereira Antonio, ambos de 63, moradores do distrito de Piquirivaí, na zona rural de Campo Mourão. Eles estavam pescando no rio na tarde de sexta-feira (26), por volta das 17h, quando perceberam a chegada de uma tempestade com ventos fortes e formação de ondas.

Ao tentar retornar à margem, o motor do barco “afogou”, perdeu força e a embarcação acabou sendo tomada pelas ondas. Segundo Henrique, uma marola mais forte fez o barco virar parcialmente, encher de água e afundar. A família conseguiu se manter ilhada sobre a estrutura do barco virado, aguardando socorro durante toda a noite.

“Deu muita onda, muita marola. A gente ficou em cima do barco desde a hora que aconteceu até o resgate. A pior parte foi quando a marola tentava tirar a gente de cima dele”, relatou Henrique, que tentou se posicionar contra as ondas para evitar que elas atingissem o rosto dos pais. A preocupação maior era com a possibilidade de hipotermia, devido à idade do casal.

As buscas começaram após o dono da pousada onde a família estava hospedada estranhar a demora no retorno e acionar o Corpo de Bombeiros e a Marinha. O trio foi localizado consciente, porém bastante debilitado, após cerca de 18 horas de exposição ao sol, vento e água.

Salete e Armindo ficaram em observação na Santa Casa de Presidente Epitácio e receberam alta ainda na noite de sábado. Henrique segue internado na mesma unidade, em bom estado de saúde, com expectativa de alta nos próximos dias.

Apesar do susto, a família seguia normas básicas de segurança: todos usavam coletes salva-vidas, e o barco possuía GPS, utilizado por Henrique, que já conhecia a região e havia pescado outras vezes no local. Para Salete, aquela era a primeira experiência no Rio Paraná.

O episódio também teve um momento de tristeza. A família estava acompanhada da cachorrinha Bela, uma pinscher de 15 anos, que caiu na água logo na primeira onda e não foi mais encontrada. “Ela era companheira de todas as pescarias. O emocional fica abalado, mas somos gratos porque estamos vivos”, disse Salete.

O caso serve de alerta para quem depende dos rios para lazer, pesca ou trabalho no meio rural. Mudanças rápidas no clima, comuns nesta época do ano, reforçam a importância do planejamento, uso de equipamentos de segurança e atenção redobrada às condições meteorológicas.

O Portal Sou Agro acompanha o caso e reforça a importância da segurança na navegação em rios, fundamentais para a vida, a produção e o sustento de milhares de famílias do campo.

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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