Leite em pó: Criadores de gado consideram medida da Conab insuficiente e pedem engajamento da indústria

Fernanda Toigo

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Foto: Isabele Kleim/Divulgação

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou ações para ajudar os produtores de leite que têm sido impactados pela queda dos preços do produto no mercado. O encontro em Porto Alegre (RS), que reuniu autoridades dos governos federal, estadual, deputados e presidentes de associações e cooperativas ocorreu na sede da Superintendência da Conab da capital gaúcha.

O presidente da autarquia, Edegar Pretto, anunciou um aporte de R$ 106 milhões que serão destinados a sete estados (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás, Sergipe e Alagoas) visando a compra de leite em pó. No total serão adquiridas 2,5 milhões de toneladas de leite, sendo 1,1 milhão do Rio Grande do Sul, onde o material ficará armazenado na unidade da Conab, em Canoas.

Para os gaúchos, serão R$ 41,87 milhões, ou 44% do volume total da compra de leite em pó. O alvo da Conab é distribuir esse leite nas cestas básicas, cozinhas solidárias e grupos de indígenas e quilombolas, entre outros. O governo vai pagar R$ 41,89 por quilo de leite em pó.

O presidente da Associação de Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang, reconheceu o esforço da Conab em auxiliar a cadeia leiteira, mas ponderou que a medida, de forma isolada, é insuficiente. “Precisamos que essa ação seja somada a outras. Que os estados produtores de leite se somem a essa ação no sentido de comprarem o produto também”, ponderou.

Tang destacou como exemplo de uma ação paralela a da Conab, a questão da tarifa antidumping para derivados lácteos dos países do Mercosul. “Alguma  regulamentação sobre a importação precisa ser feita já”, pediu. Ainda avaliando a iniciativa da Conab, o dirigente reconheceu que com um número maior de retirada desse leite do mercado, talvez o preço melhore um pouco. “O que nós estamos reivindicando é que o produtor possa pelo menos cobrir o prejuízo”, ressaltou.

Tang chamou a atenção também para o momento que precisa da colaboração de todos, incluindo também indústria e varejo. “Talvez também no produto lácteo seja hora de ter lucro mais baixo ou mesmo zero para poder sobrar um pouco ao produtor para ele ficar vivo”, sugeriu.

(Texto: Artur Chagas/AgroEffective)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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