Imagem: Uol
Autoridades sanitárias mexicanas confirmaram recentemente novos casos de bicheira-do-Novo-Mundo no norte do país, reacendendo preocupações sobre a disseminação da doença e seus impactos econômicos. A confirmação veio após a detecção de larvas da mosca Cochliomyia hominivorax em um bezerro interceptado em Montemorelos, no estado de Nuevo León. O animal havia sido transportado do sul do México e apresentava sinais da infestação, embora as larvas estivessem mortas ou quase mortas graças à aplicação prévia de ivermectina, medicamento obrigatório no protocolo de movimentação de gado.
Este é o segundo caso confirmado em Nuevo León em menos de duas semanas, o que levou o governo mexicano a intensificar o monitoramento da região. Armadilhas foram instaladas para detectar a presença de moscas adultas, mas até o momento nenhuma foi encontrada, o que sugere que os casos foram isolados e tratados antes que houvesse risco de disseminação. Ainda assim, o episódio gerou alerta nos Estados Unidos, que mantêm restrições rigorosas à importação de gado mexicano desde maio, quando surgiram os primeiros focos da doença no sul do país.
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A bicheira-do-Novo-Mundo é causada por larvas da mosca que se alimentam de tecido vivo, podendo causar feridas graves e até a morte de animais se não tratada. A doença foi erradicada dos Estados Unidos nos anos 1960, e sua reintrodução poderia gerar prejuízos bilionários. Estimativas apontam que um surto no Texas, maior produtor de gado dos EUA, poderia custar até US$ 1,8 bilhão à economia local. Por isso, o Departamento de Agricultura dos EUA acompanha de perto os casos no México e reforça medidas de contenção na fronteira.
O governo mexicano, por sua vez, afirma que os protocolos de prevenção estão funcionando e que não há evidências de que a mosca esteja se reproduzindo na região norte. A rápida identificação dos casos e o uso de medicamentos eficazes têm sido fundamentais para evitar a propagação. Ainda assim, especialistas alertam que a vigilância deve continuar intensa, especialmente em áreas de fronteira e em rotas de transporte de animais. A situação permanece sob controle, mas exige atenção constante para evitar que a doença ultrapasse os limites do território mexicano.
(Com MSN)
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