México confirma novo caso de bicheira-do-Novo-Mundo na fronteira norte

Fernanda Toigo

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Imagem: Uol

Autoridades sanitárias mexicanas confirmaram recentemente novos casos de bicheira-do-Novo-Mundo no norte do país, reacendendo preocupações sobre a disseminação da doença e seus impactos econômicos. A confirmação veio após a detecção de larvas da mosca Cochliomyia hominivorax em um bezerro interceptado em Montemorelos, no estado de Nuevo León. O animal havia sido transportado do sul do México e apresentava sinais da infestação, embora as larvas estivessem mortas ou quase mortas graças à aplicação prévia de ivermectina, medicamento obrigatório no protocolo de movimentação de gado.

Este é o segundo caso confirmado em Nuevo León em menos de duas semanas, o que levou o governo mexicano a intensificar o monitoramento da região. Armadilhas foram instaladas para detectar a presença de moscas adultas, mas até o momento nenhuma foi encontrada, o que sugere que os casos foram isolados e tratados antes que houvesse risco de disseminação. Ainda assim, o episódio gerou alerta nos Estados Unidos, que mantêm restrições rigorosas à importação de gado mexicano desde maio, quando surgiram os primeiros focos da doença no sul do país.

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A bicheira-do-Novo-Mundo é causada por larvas da mosca que se alimentam de tecido vivo, podendo causar feridas graves e até a morte de animais se não tratada. A doença foi erradicada dos Estados Unidos nos anos 1960, e sua reintrodução poderia gerar prejuízos bilionários. Estimativas apontam que um surto no Texas, maior produtor de gado dos EUA, poderia custar até US$ 1,8 bilhão à economia local. Por isso, o Departamento de Agricultura dos EUA acompanha de perto os casos no México e reforça medidas de contenção na fronteira.

O governo mexicano, por sua vez, afirma que os protocolos de prevenção estão funcionando e que não há evidências de que a mosca esteja se reproduzindo na região norte. A rápida identificação dos casos e o uso de medicamentos eficazes têm sido fundamentais para evitar a propagação. Ainda assim, especialistas alertam que a vigilância deve continuar intensa, especialmente em áreas de fronteira e em rotas de transporte de animais. A situação permanece sob controle, mas exige atenção constante para evitar que a doença ultrapasse os limites do território mexicano.

(Com MSN)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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