Chuva deverá passar de 100mm em 3 pontos dos Estados do Sul

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

A chuva acumulada em 24 horas até o fim da tarde desta terça na rede do Cemaden, o Centro Nacional de Monitoramento de Desastres, atingiu no Rio Grande do Sul 57 mm em Santa Rosa, 53 mm em Campinha das Missões e Coronel Bicaco, e 51 mm em Porto Lucena, todos municípios do Noroeste gaúcho.

Em Santa Catarina, o maior volumes na rede da Epagri foi de 47 mm em Campo Erê.

Já no Paraná, nas estações do Cemaden, os acumulados atingiram 79 mm em Cantagalo, 70 mm em Foz do Iguaçu, 59 mm em Prudentópolis e 54 mm em Saudade do Iguaçu.

Conforme os dados, a chuva deve prosseguir e há risco de chuva localmente volumosa com acumulados próximos e acima de 100 mm em trechos do Litoral Norte do Rio Grande do Sul, especialmente junto à Serra do Mar no eixo da BR-101 e localidades próximas.

Pode chover com volumes elevados ainda em pontos de Santa Catarina, sobretudo em alguns municípios junto ao paredão do Planalto Sul, do Sul e do litoral catarinense. Em alguns locais, os acumulados podem ficar entre 100 mm e 150 mm.

Pontos localizados do Paraná da mesma forma podem ter acumulados isoladamente altos, perto e acima de 100 mm, como em alguns municípios do Sul e do Leste do estado paranaense. Nesta quarta, a baixa pressão se afasta para o oceano no decorrer do dia.

Da tarde para a noite, a instabilidade ainda afeta diversos pontos, entretanto com menor intensidade e em número mais baixos de locais. No Rio Grande do Sul, a chuva nesta quarta atinge a maioria das regiões e atua mais na Metade Leste gaúcha.

Não deve chover junto à Fronteira Oeste e em pontos do Noroeste. Onde mais deve chover é no Leste da Serra e no Litoral Norte. Em Santa Catarina, chuva em muitas cidades na madrugada e parte da manhã. Da tarde para a noite ocorrem momentos de melhoria em várias cidades, mas o tempo não firma e alguns municípios ainda terão chuva. Instabilidade será mais forte no Sul e no Leste catarinense. Pode chover forte em Florianópolis e região.

O mapa abaixo mostra a projeção de chuva acumulada em 72 horas até 9h de sexta-feira do modelo de alta resolução WRF da MetSul.

A chuva com maiores volumes no Litoral Norte gaúcho e entre o Sul e o Leste de Santa Catarina deve ter natureza orográfica por conta do fluxo de umidade do mar trazido por vento Leste. A chuva orográfica é a precipitação induzida pelo relevo. Umidade que vem do oceano, trazida por vento, ao encontrar a barreira do relevo da Serra do Mar, ascende na atmosfera e encontra temperatura mais baixa à medida que ascende na atmosfera com camadas mais frias. Isso leva à condensação e à ocorrência de chuva induzida pelo relevo.

O que acontece se você chega na frente de um espelho e soltar ar da sua boca? O espelho que tem uma superfície mais fria vai ficar embaçado (úmido) e molhado. Com a chuva orográfica ocorre o mesmo. O ar mais úmido e quente (analogia com ar que sai da boca) encontra um obstáculo físico que é o relevo (como o espelho) e ao chegar nesta barreira que são os morros sobe na atmosfera e encontra temperatura mais baixa, condensando-se o vapor de água e formando chuva.

(Com METSUL)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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