Estado e Universidade estudam sobre a cadeia de fertilizantes

Fernanda Toigo

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O investimento é de R$ 614,8 mil, com contrapartida técnica de R$ 47,7 mil da universidade, totalizando R$ 662,5 mil - Foto por: Assessoria/Mapa

O Governo de Mato Grosso firmou convênio com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e a Fundação Uniselva para a elaboração de um diagnóstico completo sobre a cadeia de fertilizantes no estado. O investimento é de R$ 614,8 mil, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), com contrapartida técnica de R$ 47,7 mil da universidade, totalizando R$ 662,5 mil. A vigência do termo vai até setembro de 2026.

O estudo, que será conduzido por pesquisadores da UFMT, tem como objetivo subsidiar a instalação de um Hub de Fertilizantes em Mato Grosso, vinculado ao Centro de Excelência Nacional em Fertilizantes, aprovado pelo Conselho Nacional de Fertilizantes (Conferte).

A discussão sobre a criação de hubs de fertilizantes no Brasil começou em 2022, após a publicação do Plano Nacional de Fertilizantes e em meio à crise de abastecimento provocada pela guerra da Ucrânia. Inicialmente, não estava prevista uma unidade em Mato Grosso, mas o estado conquistou espaço no projeto nacional após articulação da Sedec, UFMT, Assembleia Legislativa e entidades do setor produtivo.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, a escolha é estratégica.

“Mato Grosso responde por mais de 30% da produção de grãos do Brasil e consome cerca de 25% dos fertilizantes usados no país, mas seguimos dependentes das importações, que chegam a 85%. O hub vai nos permitir avançar não apenas em autonomia, mas também em pesquisa, desenvolvimento tecnológico e uso de bioinsumos, alinhando competitividade e sustentabilidade”, afirmou.

De acordo com a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Silva Vogel Lisboa, o projeto também representa ganhos para além do setor agrícola.

“Trata-se de uma pesquisa de ponta, inovação tecnológica e formação de mão de obra altamente qualificada. Isso fortalece a universidade, atrai investimentos privados e cria novas oportunidades para a sociedade mato-grossense”, destacou.

Além da vertente econômica, o diagnóstico deve abrir caminhos para a adaptação tecnológica dos fertilizantes ao clima tropical e para o desenvolvimento de soluções alternativas, como bioinsumos. O tema dialoga com políticas já em andamento no estado, como o Plano Estadual de Fertilizantes e a estratégia de Agricultura de Baixo Carbono (ABC+), capitaneada pela Sedec em parceria com a Famato.

(Por

Débora Siqueira | Sedec-MT)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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