Efeito Argentina: Tática fiscal desafia EUA e atrai compras da China

As exportações de soja da Argentina atingiram seu nível mais alto em pelo menos sete anos, com embarques totalizando 10,5 milhões de toneladas declaradas pelas empresas em 2024/25, depois que o país suspendeu os impostos de exportação de grãos nesta semana, segundo o governo.
As declarações juramentadas de exportação (DJVE) de todo o ciclo 2024/25 superaram assim as 10,1 milhões de toneladas declaradas na temporada 2018/19, a cifra mais alta no registro de DJVE disponível no site da Secretaria Argentina, que se estendem até a campanha 2017/18.
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Entre segunda e quarta-feira, o governo argentino suspendeu os impostos sobre as exportações de grãos, que no caso da soja é de 26%, com o objetivo de aumentar a oferta interna de moeda estrangeira para sustentar o peso argentino, o que desencadeou muitos negócios.
A medida gerou vendas de US$ 7 bilhões (R$ 37,41 bilhões) nesse período, um limite de cota que estabeleceu a duração da suspensão.
China comprando
Registros da agência estatal de estatísticas INDEC mostram que a Argentina exportou um total de 11,6 milhões de toneladas em 2015. No entanto, os dados do INDEC não são separados por ano-safra e, em um ano, as vendas de grãos de diferentes estações podem ser informadas ao mesmo tempo.
Importadores chineses mantiveram um ritmo frenético de compras de soja argentina depois que a medida do fornecedor sul-americano de eliminar impostos de exportação tornou os preços da oleaginosa local temporariamente competitivos, disseram traders nesta quarta-feira.
As compras estão diminuindo a participação de mercado dos EUA, enquanto os agricultores norte-americanos começam a colher uma safra abundante que tem sido evitada pela China em meio à guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.
(Com Forbes Agro)











