Coopavel inicia o abate de peixes criados por seu primeiro integrado

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Foto: Assessoria de Comunicação Show Rural

A Coopavel começou nesta semana o abate do primeiro lote de peixes provenientes de um integrado. Até então, o frigorífico vinha processando apenas tilápias adquiridas de terceiros. O alojamento de 200 mil tilápias ocorreu em 21 de janeiro de 2025, distribuídas em quatro tanques. O início do abate acontece oito meses depois, com a retirada de um tanque de 45 mil peixes, cada um com peso médio de 880 gramas.

O produtor integrado Marcelo Haruo Sato, que é de Jesuítas, é o pioneiro do projeto e comemora os primeiros resultados. “Estou feliz em participar desse novo momento da Coopavel, uma cooperativa que chega aos 55 anos com grandes contribuições para o fortalecimento do agronegócio no Oeste e no Sudoeste do Paraná. É um orgulho fazer parte dessa história e contribuir com uma iniciativa que tem muito potencial de crescimento”, afirma.

Mamona é vilã no campo e nos armazéns

O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, lembra que a decisão de investir no setor foi resultado de um longo processo de análise. “Durante muitos anos, estudamos a possibilidade de atuar com a piscicultura. Com o crescimento da demanda, entendemos que esse é um setor em plena expansão, do qual a Coopavel também queria participar. Hoje, a produção é destinada ao mercado brasileiro, mas, no futuro, a exemplo do que aconteceu com as proteínas de frango e suíno, vamos abrir caminho para exportar também a tilápia”.

Custos menores

O gerente do Frigorífico de Peixe da Coopavel, Paulo César Dias Alves, destaca que a importância de a cooperativa ter integrados é enorme. “A Coopavel faz o ciclo completo com fornecimento do juvenil, ração, assistência técnica e medicamentos quando necessário, e conseguimos reduzir custos. Além disso, o controle sanitário é muito melhor, porque estamos em constante acompanhamento. Fazemos visitas quinzenais, avaliações, biometrias, pesagens, verificamos a qualidade e, se houver necessidade, aplicamos os tratamentos adequados. Isso garante um peixe de maior qualidade e fortalece a relação entre a cooperativa e o produtor”.

O frigorífico atinge produção de 15 toneladas por dia. A expectativa é que, com a conclusão da automatização prevista para fevereiro de 2026, a capacidade suba para 30 toneladas diárias. Atualmente, o Fripeixe produz filé congelado e resfriado, posta e tilápia inteira, atendendo clientes no Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Goiás e Tocantins.

Legenda: Produção de filé resfriado em unidade que a cooperativa comprou em dezembro de 2024

Legenda 2: Peso médio de cada tilápia é de 880 gramas Crédito: Assessoria

Relembrando

A entrada da Coopavel na piscicultura foi consolidada em dezembro de 2024, com a aquisição da Pescados Cascavel, frigorífico fundado em 2010 pela família Marmentini, em Centralito. A operação foi uma das maiores aquisições da história da cooperativa e marcou a chegada de uma nova proteína ao portfólio de carnes da marca, que ajuda a abastecer o Brasil e mais de 40 países.

Fotos: Assessoria de Comunicação Show Rural

(Com Assessoria Comunicação Show Rural)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

Mais Notícias