Galinha Serama, a menor do mundo, conquista criadores e fãs

Fernanda Toigo

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Foto: Reprodução

As Seramas estão se tornando pets em diversos países. Na Malásia, por exemplo, elas são mais populares como animais de estimação do que cães e gatos. No Brasil, as características da pequena ave se destacam como diferencial para se tornar um animal de estimação. A espécie não é voltada para consumo.

São animais de estimação, grandes companheiros. Eles te seguem pela casa, gostam mesmo de companhia. E são aves que não são agressivas, não fazem barulho. As crianças amam. Por conta do preço e do tamanho dela, é inviável consumir. Então, os ovos são vendidos para quem quer começar a criar mesmo”, disse Marcos Cosi, especialista e criador em Pindamonhangaba.

Por causa do tamanho pequeno e da necessidade mínima de espaço, as Seramas são animais de estimação mais populares que cães e gatos juntos, na Malásia. Elas geralmente são mantidas em gaiolas de porquinhos-da-índia ou coelhos dentro de casa, colocadas em varandas e sacadas de apartamentos altos em dias de clima agradável.

Galinha Serama: a menor do mundo conquista criadores, feiras e corações no agronegócio

Com até 25 cm e menos de meio quilo, a Serama ainda surpreende pelo apelo turístico e econômico. Originária da Malásia, resultante do cruzamento entre Bantam malásia e Chabo japonesa, ela encanta brasileiros e estrangeiros, ocupando espaço em feiras, coleções e como pet doméstico.

Características que chamam atenção: a Serama costuma medir entre 15 e 25 cm, com machos pesando até 500 g e fêmeas até 450 g. O visual marcante fica por conta da postura ereta, peito cheio e asas mantidas verticalmente. Em alguns exemplares, o peso pode ficar ainda mais baixo, em torno de 350 g. O Guinness World Records reconhece a Serama como a menor galinha do mundo.

  • Dimensão e tempo de vida: o porte miniatura não impede uma expectativa de vida de 5 a 10 anos, similar à de galinhas de tamanho padrão.
  • Mercado no Brasil: criadores nacionais já atuam com a raça, especialmente em cidades do interior paulista. Em Pindamonhangaba, o criador Marcos Cosi comercializa Seramas por valores entre R$ 1.000 e R$ 3.500, com dúzias de ovos variando de R$ 1.000 a R$ 3.000, conforme linhagem.
  • Uso e apelo como pet: as Seramas estão ganhando espaço como animais de estimação. No Brasil, o foco não é consumo — a espécie é apresentada como excelente companhia, com baixo nível de ruído e boa aceitação entre crianças. Em país de origem, a Malásia, elas já chegam a superar cães e gatos em popularidade como pets.
  • Curiosidades internacionais: na Malásia, as Seramas podem ser mais populares como pets do que cães e gatos. No Brasil, criadores destacam o tamanho reduzido e a facilidade de manter em espaços urbanos como diferencial para quem quer iniciar na criação de aves ornamentais.
  • Manejo e bem-estar: por exigirem menos espaço, muitas vezes são criadas em gaiolas compatíveis com pequenos roedores ou coelhos, especialmente em ambientes com áreas internas limitadas. A socialização com a família e a pouca agressividade tornam-na opção atrativa para convivência doméstica.

Nicho no Agronegócio

  • Tendência de nicho no agronegócio: a Serama representa uma demanda estável entre criadores e entusiastas de aves ornamentais, com potencial de geração de renda em eventos específicos, feiras de aves ornamentais e venda de ovos de alto valor agregado.
  • Oportunidades de negócio: incubação, linhagens selecionadas e parcerias com feiras especiais podem ampliar visibilidade e alcance comercial, explorando o apelo turístico e educativo da menor galinha do mundo.

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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