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Em um movimento que reacende tensões comerciais e políticas entre Brasil e Estados Unidos, o presidente norte-americano Donald J. Trump assinou nesta quarta-feira uma ordem executiva que eleva para 50% as tarifas sobre produtos brasileiros importados pelos EUA. A medida, que entra em vigor no dia 1º de agosto, foi justificada pela Casa Branca como resposta a “ameaças incomuns e extraordinárias” à segurança nacional, à política externa e à economia americana.
Segundo o comunicado oficial, o governo brasileiro estaria promovendo ações que violam direitos humanos e prejudicam empresas americanas. Entre os principais alvos das críticas está o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, acusado por Washington de censura política e perseguição a opositores. O ex-presidente Jair Bolsonaro, réu por tentativa de golpe de Estado, também foi citado como vítima de “intimidação e assédio”.
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O decreto presidencial que estipula o tarifaço de 50% sobre os produtos feitos no Brasil tem centenas de exceções. Entre elas, suco de laranja, derivados de petróleo, parte dos produtos de aço, celulose e aviação ficaram de fora da taxação extraordinária que eleva o imposto pago por esses produtos dos atuais 10% para 50%. No total, são 694 exceções.
A lista, porém, não contempla o café brasileiro, nem carnes ou pescados. Conforme consta na ordem executiva, o tarifaço entra em vigor sete dias após a publicação do documento, o que foi feito nesta quarta-feira, 30.
Para o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, a lista com quase 700 exceções surpreendeu positivamente: “A lista de exceções atenuou claramente o tarifaço. Muita coisa foi incluída (nas exceções), ninguém imaginava isso. Muitos produtos saíram. Surpreendeu favoravelmente para o Brasil essa lista de exceções”, afirmou.
Setores como o agropecuário, metalúrgico e têxtil devem sentir os efeitos imediatos da medida. Especialistas estimam que o impacto pode comprometer bilhões em exportações brasileiras.
O governo convocou um comitê interministerial para discutir estratégias de resposta e minimizar os danos econômicos. O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também ocupa o cargo de ministro do Desenvolvimento, está em diálogo com autoridades americanas para tentar reverter ou suavizar a decisão.
A escalada tarifária pode desencadear uma guerra comercial entre os dois países, com o Brasil estudando possíveis retaliações. Analistas apontam que o episódio pode ter repercussões duradouras na diplomacia regional e nas negociações multilaterais envolvendo comércio e direitos digitais.
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