Tarifaço: Trump assina ordem executiva de elevação de tributos

Fernanda Toigo

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Imagem: Canva

Em um movimento que reacende tensões comerciais e políticas entre Brasil e Estados Unidos, o presidente norte-americano Donald J. Trump assinou nesta quarta-feira uma ordem executiva que eleva para 50% as tarifas sobre produtos brasileiros importados pelos EUA. A medida, que entra em vigor no dia 1º de agosto, foi justificada pela Casa Branca como resposta a “ameaças incomuns e extraordinárias” à segurança nacional, à política externa e à economia americana.

Motivações e Justificativas:

Segundo o comunicado oficial, o governo brasileiro estaria promovendo ações que violam direitos humanos e prejudicam empresas americanas. Entre os principais alvos das críticas está o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, acusado por Washington de censura política e perseguição a opositores. O ex-presidente Jair Bolsonaro, réu por tentativa de golpe de Estado, também foi citado como vítima de “intimidação e assédio”.

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Suco de laranja, celulose, aviação e outros escapam:

O decreto presidencial que estipula o tarifaço de 50% sobre os produtos feitos no Brasil tem centenas de exceções. Entre elas, suco de laranja, derivados de petróleo, parte dos produtos de aço, celulose e aviação ficaram de fora da taxação extraordinária que eleva o imposto pago por esses produtos dos atuais 10% para 50%. No total, são 694 exceções.

A lista, porém, não contempla o café brasileiro, nem carnes ou pescados. Conforme consta na ordem executiva, o tarifaço entra em vigor sete dias após a publicação do documento, o que foi feito nesta quarta-feira, 30.

Para o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, a lista com quase 700 exceções surpreendeu positivamente: “A lista de exceções atenuou claramente o tarifaço. Muita coisa foi incluída (nas exceções), ninguém imaginava isso. Muitos produtos saíram. Surpreendeu favoravelmente para o Brasil essa lista de exceções”, afirmou.

Impacto Econômico:

Setores como o agropecuário, metalúrgico e têxtil devem sentir os efeitos imediatos da medida. Especialistas estimam que o impacto pode comprometer bilhões em exportações brasileiras.

Reações no Brasil:

O governo convocou um comitê interministerial para discutir estratégias de resposta e minimizar os danos econômicos. O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também ocupa o cargo de ministro do Desenvolvimento, está em diálogo com autoridades americanas para tentar reverter ou suavizar a decisão.

A escalada tarifária pode desencadear uma guerra comercial entre os dois países, com o Brasil estudando possíveis retaliações. Analistas apontam que o episódio pode ter repercussões duradouras na diplomacia regional e nas negociações multilaterais envolvendo comércio e direitos digitais.

 

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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