Tarifaço: Abipesca pede crédito emergencial para reduzir impacto

Fernanda Toigo

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© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (ABIPESCA) protocolou nesta segunda-feira (21), no Palácio do Planalto, um pedido formal para a criação de uma linha emergencial de crédito voltada às indústrias exportadoras de pescado. O objetivo é mitigar os impactos imediatos da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros do setor.

O mercado norte-americano representa cerca de 70% do destino do pescado exportado pelo Brasil. Com a nova taxação, estima-se que cerca de R$ 300 milhões em produtos estejam parados entre pátios portuários, embarcações e unidades industriais.

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Segundo a ABIPESCA, o setor enfrenta uma grave crise de capital de giro, já que não há como redirecionar essa produção ao mercado interno — que já se encontra abastecido e não absorve os cortes específicos voltados à exportação. Caso não haja uma resposta rápida, 35 indústrias e aproximadamente 20 mil trabalhadores, incluindo pescadores artesanais, podem ser impactados com cortes e paralisações.

A proposta da entidade prevê um crédito emergencial de R$ 900 milhões, com seis meses de carência e prazo de 24 meses para pagamento.

No documento protocolado, a ABIPESCA também solicita que o governo federal intensifique as negociações para reabertura do mercado europeu, fechado às exportações brasileiras de pescado desde 2017. Apesar dos avanços técnicos, a entidade avalia que a elevação do tema ao nível presidencial pode acelerar a retomada desse importante destino comercial.

“O setor está sem alternativa no curto prazo. Sem crédito, não há como manter os estoques, honrar compromissos e preservar os empregos. Essa linha emergencial é crucial para evitar um colapso imediato e dar fôlego até que se encontre uma solução duradoura”, afirma o presidente da ABIPESCA, Eduardo Lobo.

(Com Assessoria de Imprensa Abipesca)

 

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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