Inovação: Cibersegurança ganha espaço na pauta do agro

Fernanda Toigo

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Foto: Assessoria Show Rural

A transformação digital redefine a forma como o agronegócio produz, gerencia informações e toma decisões. Sistemas integrados, automação, conectividade, inteligência artificial e análise de dados passaram a fazer parte da rotina de cooperativas, agroindústrias e propriedades rurais. Nesse novo cenário, a cibersegurança deixou de ser uma preocupação restrita aos departamentos de Tecnologia da Informação para se tornar um componente estratégico da gestão.

O tema ganhou destaque em uma ação realizada pela Soow Sigma sobre os riscos cibernéticos que podem comprometer a continuidade das atividades no agro. A iniciativa mostrou que, à medida que o setor amplia sua dependência de ambientes digitais, cresce também a necessidade de proteger informações críticas, infraestrutura tecnológica, logística, equipamentos conectados e sistemas que sustentam toda a cadeia produtiva.

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O gerente de TI da Coopavel, Rogerio Aver, e o coordenador de Infraestrutura e coordenador do Show Rural Digital, José Rodrigues Costa Neto, estão conectados ao tema. Para Aver, a evolução tecnológica trouxe ganhos expressivos de eficiência, mas também elevou o nível de responsabilidade das organizações na proteção de seus ativos digitais. “O agro vive uma transformação sem precedentes. Hoje, praticamente todas as etapas da produção dependem de tecnologia. A cibersegurança deixou de ser uma questão técnica para tornar-se um fator primordial de continuidade dos negócios”, afirma Rogério Aver.

Neto observa que a conectividade alcançou praticamente todas as áreas do negócio, tornando indispensável uma visão integrada entre inovação, infraestrutura e segurança. “À medida que ampliamos o uso de automação, equipamentos conectados e soluções digitais, também precisamos fortalecer os mecanismos de proteção. Segurança cibernética significa preservar a confiabilidade dos sistemas e assegurar que toda a operação continue funcionando com estabilidade e eficiência”, destaca José Rodrigues Costa Neto.

Segundo a Soow Sigma, proteger a infraestrutura digital do agronegócio significa preservar muito mais do que computadores e servidores. Significa garantir o funcionamento da produção, da logística, do armazenamento de informações, da gestão operacional e da competitividade de um setor responsável por alimentar milhões de pessoas.

Para Michéli Moura, Gerente Comercial, da Soow Sigma, a digitalização do agronegócio exige que a segurança seja tratada como parte da estratégia de continuidade das organizações. “Quando falamos de cibersegurança no agro, não estamos falando apenas de proteger sistemas. Estamos falando de proteger processos que sustentam produção, logística, faturamento, relacionamento com cooperados, clientes e parceiros. À medida que o setor se torna mais conectado, a segurança precisa acompanhar essa evolução com visibilidade, controle e capacidade de resposta”, afirma Michéli.

Ela reforça que a maturidade em cibersegurança deve caminhar junto com a inovação. “O agronegócio avançou muito em conectividade, automação e uso de dados. O próximo passo é garantir que essa evolução aconteça de forma segura, integrando ambientes corporativos, industriais e operacionais. Esse é um movimento essencial para reduzir riscos e fortalecer a resiliência de operações que não podem parar”, complementa Michéli.

(Com Assessoria Show Rural)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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