Frio extremo no Sul: Mínimas de até -9ºC
Santa Catarina e o Paraná enfrentaram frio extremo no começo desta quarta-feira com marcas excepcionalmente baixas que chegaram a valores de -7ºC a -9ºC na madrugada mais fria de 2025 e uma das mais geladas dos últimos anos.
Em Santa Catarina, conforme dados da Epagri-Ciram, as temperaturas mínimas de hoje foram de -8,0ºC em Urupema; -7,7ºC em São Joaquim; -7,1ºC em Painel; -6,6ºC em Urubici; -6,0ºC em Frei Rogério; -5,9ºC em Fraiburgo e -5,2ºC em Caçador; dentre as muitas dezenas de municípios que anotaram marcas negativas hoje cedo.
Menores temperaturas do ano até agora foram registradas hoje
O frio foi muito intenso até na área de Florianópolis, onde pelo efeito do oceano costuma esfriar menos. A temperatura mínima no Norte da Ilha, em Carijós, chegou a apenas 0,3ºC na estação da Epagri.
No Paraná, a madrugada foi a mais fria em anos em alguns locais. A temperatura caiu a 7,8ºC abaixo de zero na estação do Instituto Nacional de Meteorologia em General Carneiro, a mais baixa no estado.
As mínimas medidas pelo órgão federal e o Simepar desceram ainda a -4,2ºC em São Mateus do Sul; -2,8ºC em Entre Rios; -2,7ºC em Telêmaco Borba; e -2,3ºC em Palmas e Jaguariaiva. Na Grande Curitiba, mínimas de -1,5ºC em Pinhais e -3,0ºC em Colombo.
O Simepar anotou -0,1ºC na capital paranaense hoje cedo. Com a diminuição do vento, céu claro e ar muito seco em altitude, as condições eram favoráveis a intenso resfriamento no começo desta quarta-feira, o que trouxe as marca excepcionalmente baixas com geada e congelamento.
AGULHAS DE GELO
O frio muito intenso a traz um fenômeno chamado de agulhas de gelo. As formações de filamentos de gelo no solo já foram vistas em várias cidades e aparecerão em mais pontos, especialmente em cidades de maior altitude e mais frias.
A formação das agulhas de gelo acontece quando a temperatura do ar está abaixo de 0 °C, mas o solo ainda está relativamente mais quente e saturado de umidade. A água subterrânea, ao migrar por capilaridade para a superfície, congela imediatamente ao entrar em contato com o ar gelado.

À medida que mais água continua subindo, o gelo já formado é empurrado para cima, formando colunas cada vez mais longas. Esse processo pode se repetir continuamente durante a noite, gerando agulhas que chegam a vários centímetros de altura.
Fenômenos como as agulhas de gelo são comuns em climas temperados ou subtropicais durante o outono e inverno, especialmente em noites claras e calmas de frio intenso. Embora efêmeras — geralmente derretem com o sol da manhã —, essas estruturas geladas oferecem se somam à geada nas paisagens de inverno.
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(Com METSUL e Ronaldo Coutinho)











