Frio extremo no Sul: Mínimas de até -9ºC

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Santa Catarina e o Paraná enfrentaram frio extremo no começo desta quarta-feira com marcas excepcionalmente baixas que chegaram a valores de -7ºC a -9ºC na madrugada mais fria de 2025 e uma das mais geladas dos últimos anos.

Em Santa Catarina, conforme dados da Epagri-Ciram, as temperaturas mínimas de hoje foram de -8,0ºC em Urupema; -7,7ºC em São Joaquim; -7,1ºC em Painel; -6,6ºC em Urubici; -6,0ºC em Frei Rogério; -5,9ºC em Fraiburgo e -5,2ºC em Caçador; dentre as muitas dezenas de municípios que anotaram marcas negativas hoje cedo.

Menores temperaturas do ano até agora foram registradas hoje

O frio foi muito intenso até na área de Florianópolis, onde pelo efeito do oceano costuma esfriar menos. A temperatura mínima no Norte da Ilha, em Carijós, chegou a apenas 0,3ºC na estação da Epagri.

No Paraná, a madrugada foi a mais fria em anos em alguns locais. A temperatura caiu a 7,8ºC abaixo de zero na estação do Instituto Nacional de Meteorologia em General Carneiro, a mais baixa no estado.

As mínimas medidas pelo órgão federal e o Simepar desceram ainda a -4,2ºC em São Mateus do Sul; -2,8ºC em Entre Rios; -2,7ºC em Telêmaco Borba; e -2,3ºC em Palmas e Jaguariaiva. Na Grande Curitiba, mínimas de -1,5ºC em Pinhais e -3,0ºC em Colombo.

O Simepar anotou -0,1ºC na capital paranaense hoje cedo. Com a diminuição do vento, céu claro e ar muito seco em altitude, as condições eram favoráveis a intenso resfriamento no começo desta quarta-feira, o que trouxe as marca excepcionalmente baixas com geada e congelamento.

AGULHAS DE GELO 

O frio muito intenso a traz um fenômeno chamado de agulhas de gelo. As formações de filamentos de gelo no solo já foram vistas em várias cidades e aparecerão em mais pontos, especialmente em cidades de maior altitude e mais frias.

A formação das agulhas de gelo acontece quando a temperatura do ar está abaixo de 0 °C, mas o solo ainda está relativamente mais quente e saturado de umidade. A água subterrânea, ao migrar por capilaridade para a superfície, congela imediatamente ao entrar em contato com o ar gelado.

ARQUIVO METSUL

À medida que mais água continua subindo, o gelo já formado é empurrado para cima, formando colunas cada vez mais longas. Esse processo pode se repetir continuamente durante a noite, gerando agulhas que chegam a vários centímetros de altura.

Fenômenos como as agulhas de gelo são comuns em climas temperados ou subtropicais durante o outono e inverno, especialmente em noites claras e calmas de frio intenso. Embora efêmeras — geralmente derretem com o sol da manhã —, essas estruturas geladas oferecem se somam à geada nas paisagens de inverno.

VEJA AQUI A PREVISÃO DO TEMPO

(Com METSUL e Ronaldo Coutinho)

 

 

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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