Comissão de Valores Mobiliários amplia acesso de cooperativas ao FIAGRO

Fernanda Toigo

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FOTO: FPA

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) anunciou nesta semana a flexibilização das regras para que cooperativas agrícolas possam constituir Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (FIAGROs). Com a mudança, os próprios cooperados, além de clientes, fornecedores e funcionários das cooperativas, poderão ser investidores desses fundos.

A medida permite que os FIAGROs adquiram títulos emitidos pelos produtores e mantenham a cooperativa como administradora do fluxo de caixa, armazenagem e venda dos produtos para liquidação junto ao fundo. Na prática, as cooperativas poderão concentrar parte relevante de suas operações via FIAGRO, o que garante mais previsibilidade de financiamento e oferta de recursos para os cooperados.

Projeto de lei busca beneficiar cooperativas

Autor da lei que criou os FIAGROs e vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) destacou que a decisão da CVM reforça o papel de priorização do mercado de capitais no agronegócio. Segundo ele, a medida ampliará as fontes de financiamento para os produtores rurais, ao permitir que os cooperados possam ser investidores nos fundos vinculados às próprias cooperativas. “Trata-se de uma decisão em que todos ganham: o cooperado passa a ter a oportunidade de investir, e o produtor, novas fontes para financiar seu negócio”, afirmou.

O presidente da CVM, João Pedro Nascimento, ressaltou o apoio da autarquia aos FIAGROs desde a elaboração da proposta pela FPA. Segundo ele, a decisão reforça o compromisso de longo prazo da Comissão com o desenvolvimento do agronegócio por meio do mercado de capitais, destacando que “o lugar do agro é também no mercado financeiro”.

Desde que a proposta foi concebida no âmbito da FPA, os FIAGROs vêm sendo defendidos como uma alternativa para diversificar as fontes de financiamento do setor agropecuário, para reduzir a dependência de recursos públicos e atrair capital privado. A regulamentação mais flexível é vista como um passo importante para consolidar esse instrumento no financiamento da produção agropecuária brasileira.

(Com FPA)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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