Federações sugerem alterações nos limites de renda visando seguro rural

Fernanda Toigo

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Imagem: Freepik

As Federações de Agricultura e Pecuária da Região Sudeste sugeriram a alteração do limite de renda bruta agropecuária para enquadramento nos programas de crédito rural, durante encontro para discutir as propostas para o Plano Agrícola e Pecuário 2025/2026.

A reunião foi promovida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) na quinta (20), no Rio de Janeiro, e faz parte de uma agenda de debates entre produtores rurais, sindicatos, entidades setoriais e associações de cada região com o objetivo de reunir demandas do setor para o próximo Plano Safra.

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Durante a discussão, os estados do Sudeste propuseram o aumento do limite de enquadramento dos produtores nos programas nacionais de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e demais.

Atualmente, o limite de renda bruta familiar para acesso ao Pronaf é de R$ 500 mil por ano e do Pronamp de até R$ 3 milhões. De acordo com relatos, produtores de diversas cadeias produtivas, como a do café, precisam de recursos do programa para custeio agropecuário e o aumento do limite é uma forma de atendar toda a demanda.

De acordo com o assessor técnico da CNA, Guilherme Rios, este ano será ainda mais desafiador para financiar a produção agropecuária, principalmente em razão do dólar, que aumenta os custos de produção, e do cenário econômico do país.

“A alta do dólar aumenta os custos de produção dos alimentos, pois boa parte dos insumos utilizados são importados. Com o cenário adverso, os produtores precisarão de mais recursos para custeio e investimento e a probabilidade de um Plano Safra mais enxuto deverá ser um problema”, explicou Guilherme.

Outra demanda discutida foi o seguro rural e a falta de orçamento para atender os produtores. Na safra de 2024, a área coberta com os recursos do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) até o momento totaliza 7,3 milhões de hectares. Em 2020, esse valor foi de 13,69 milhões.

“Nos últimos três anos, o seguro rural foi uma prioridade, principalmente por causa de problemas climáticos, como secas, enchentes, geadas. Todos os anos a CNA destaca a importância dessa ferramenta para amparar os produtores, mas os recursos continuam sendo reduzidos ou contingenciados”, destacou Rios.

A próxima reunião será realizada na sexta (21), em Cuiabá (MT), e reunirá as federações, produtores e sindicatos dos estados da região Centro-Oeste.

(Com CNA)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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