Coamo tem receita global de R$ 28,82 bilhões e sobra liquida de R$ 2,028 bilhões

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Foto: Coamo

A Coamo Agroindustrial Cooperativa registrou em 2024 receita global de R$ 28,823 bilhões. A sobra líquida atingiu o montante de R$ 2,028 bilhões. Deste valor, após a dedução estatutária, estão sendo distribuídos aos mais de 32 mil cooperados no Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul mais de R$ 694 milhões, na proporção da movimentação na cooperativa. Os números foram aprovados pelos cooperados nesta terça-feira, 11, em Assembleia Geral Ordinária realizada em Campo Mourão, no Centro-Oeste do Paraná.

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CLIMA E PREÇO – Segundo o presidente do Conselho de Administração da Coamo, engenheiro agrônomo, José Aroldo Gallassini, diferente dos últimos, o ano de 2024 não foi o esperado pelos cooperados, e devido ao clima desfavorável, houve queda significativa de produção dos principais produtos operados pela cooperativa, bem como, redução significativa dos preços de mercado, tendo como consequência a perda de renda na atividade agrícola.

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Para Gallassini, tendo em vista o alto volume dos estoques de passagem de 2023 para 2024, o ano foi difícil para a cooperativa, principalmente em se tratando das operações logísticas, as quais exigiram um grande esforço da diretoria para manter a qualidade no atendimento dos associados. “Ao longo do ano, a Coamo concentrou seus esforços na modernização e otimização da infraestrutura operacional, direcionando investimentos para soluções práticas e eficientes.”

ESSÊNCIA – O presidente Executivo da Coamo, Airton Galinari, destaca que os resultados da cooperativa em 2024 aprovados pelos cooperados são expressivos e motivos de orgulho para todos. Ele recorda que apesar de um ano com dificuldades, com grandes desafios, a diretoria e equipe de funcionários em sintonia com os cooperados, consolidou os valores e a essência de um cooperativismo bem-sucedido nesses 54 anos de existência da Coamo. “Como apresentamos nesta assembleia, os cooperados da Coamo receberam grandes benefícios durante o ano, como assistência técnica, tecnologias, fornecimento de insumos, comercialização da produção, entre outros. Enfim, tudo com tranquilidade e segurança, com produtos e serviços de qualidade, e as melhores condições para impulsionar o desenvolvimento das suas atividades agropecuárias.”

R$ 824 MILHÕES – Segundo Galinari, os bons resultados são frutos da participação expressiva dos cooperados na Coamo. Eles estão recebendo sobras de mais de R$ 694 milhões, mas os números são ainda maiores. “Este benefício aos cooperados é muito maior e alcança R$ 824 milhões, que além das sobras somados os retornos da participação em programas permanentes, como o Fideliza (R$ 83,1 milhões), mais de R$ 24,5 milhões (Devolução do capital social aos cooperados com mais de 65 anos); e R$ 22.24 milhões (Devolução de ICMS). Dentro da sua responsabilidade empresarial e social, a Coamo gerou e recolheu o montante de R$ 839,703 milhões de reais em impostos, taxas e contribuições sociais.

ÍNDÍCES –  O Patrimônio Líquido da Coamo atingiu o montante de R$ R$ 11,995 bilhões, representando um crescimento de 13,0% em relação ao ano anterior; e o Ativo Total atingiu o montante de R$ 19,492 bilhões. A liquidez corrente foi de 2,72; liquidez geral 1,79; margem de garantia 259,98% e o grau de endividamento de 38,46%, refletindo a boa situação econômico-financeira da cooperativa.

RECEBIMENTO DA PRODUÇÃO – Mesmo com os problemas climáticos durante o ano, a Coamo recebeu um total de 8,024 milhões de toneladas de produtos agrícolas, o equivalente a 133,731 milhões de sacas, representando 2,7% da produção brasileira de grãos e fibras, com uma capacidade de armazenamento de 6,264 milhões de toneladas de grãos (104,396 milhões de sacas). Durante o ano devido ao alto volume de estoque de passagem, a cooperativa teve muito trabalho para o recebimento da produção e recorreu a armazéns de terceiros, silos bolsas e infláveis, além de armazenar em algumas unidades por curto espaço de tempo em “piscinas”.

INVESTIMENTOS – Em 2024 a Coamo investiu R$ 1,202 bilhão na ampliação e modernização de entrepostos, unidades de beneficiamento de sementes, indústrias, a conclusão da indústria de rações e o  início da construção do novo entreposto no município Campina da Lagoa, no Centro-Oeste do Paraná, e o lançamento da indústria de etanol de milho no parque fabril em Campo Mourão. “Esses investimentos reforçam o compromisso da Coamo com a excelência operacional e o desenvolvimento sustentável”, considera Airton Galinari.

COMMIODITIES –  Mesmo com a quebra de safras, os volumes comercializados de produtos não sofreram com os elevados estoques de passagem de safras anteriores. Nos piores momentos de comercialização da soja, o preço por saca atingiu R$ 99,00. Porém, devido os fatores positivos de mercado, houve recuperação dos preços, chegando no final do ano a níveis de R$ 130,00 por saca. O milho apresentou queda de preço no momento da colheita, porém devido aos volumes exportados e a demanda interna, os preços foram elevados no segundo semestre, superando R$ 60,00 por saca, em Campo Mourão. Embora o trigo tenha registrado redução da área de plantio, no momento da colheita, a alta do dólar proporcionou preços para níveis próximos a R$ 75,00 por saca, para o trigo pão tipo 1.

EXPORTAÇÃO – A Coamo exportou 4,341 milhões de toneladas de commodities e produtos alimentícios, pelos portos de Paranaguá, no Paraná, São Francisco e Imbituba, em Santa Catarina e Santos, em São Paulo, destinadas à 31 países da Europa, Ásia e América, gerando um faturamento de US$ 1,878 bilhão de dólares.

INDUSTRIALIZAÇÃO – As fábricas da cooperativa têm o propósito de industrializar os produtos dos cooperados e agregar valor às suas atividades dos cooperados.   O parque industrial da Coamo é composto por 12 indústrias, localizadas em Campo Mourão e Paranaguá, no Paraná, e em Dourados (Mato Grosso do Sul), sendo três de esmagamento de soja, uma de margarinas, uma de gorduras vegetais, duas refinarias e envase de óleo de soja, dois moinhos de trigo, uma torrefação e moagem de café, uma de rações e uma fiação de algodão.

FATORES DE SUCESSO – “Graças a política de administração praticada desde o início da Coamo, priorizando a capitalização constante, suplantamos as dificuldades apresentadas e com a participação expressiva dos nossos cooperados encerramos o exercício com bons resultados”, comenta Gallassini, reiterando o agradecimento ao trabalho, dedicação dos nossos mais de 10 mil funcionários e dos membros dos conselhos de Administração e Fiscal, e da diretoria Executiva, que, juntos, foram fundamentais para nosso crescimento e realizações. “Registramos também a colaboração e parceria de nossos clientes, fornecedores, consumidores, instituições financeiras e entidades, que acreditaram em nossa missão e nos apoiaram em nossa missão e nos apoiaram em nossa trajetória”, diz Gallassini.

(Por Ilivaldo Duarte de Campos, Assessor de Comunicação Coamo)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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