Rio Tocantins: Retirada das bombonas de defensivos agrícolas precisam de 145 dias de mergulhos

Fernanda Toigo

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FOTO: CARLOSBRANDAOMA/X

O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) comunica que, provavelmente até o final de abril (deste ano), não será possível fazer a retirada das bombonas de agrotóxicos que caíram no rio Tocantins. O material foi parar no leito do rio após a queda da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, situada entre os municípios de Estreito/MA e Aguiarnópolis/TO, na BR-226 (Rodovia Belém-Brasília), em 22 de dezembro de 2024.

Na queda, duas carretas com ácido sulfúrico e uma carregada com agrotóxicos caíram com a ponte.

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Para o atendimento à emergência, as empresas transportadoras de produtos perigosos e a empresa dona da carga de agrotóxicos, contrataram empresas de resposta a emergências químicas.

Foram realizados mergulhos no mês de janeiro, até o dia 9 do mês, com a retirada de 29 bombonas com 20 litros de agrotóxicos, cada.

A partir do dia 10 de janeiro os trabalhos de mergulho e retiradas das bombonas foram suspensos devido ao aumento de vazão de água da UHE, impossibilitando operações para continuidade da retirada dos recipientes com agrotóxicos.

Considerando as dificuldades relacionadas à profundidade do rio no local do acidente, mais de 40m, a vazão de água, visibilidade entre outros aspectos, estimou-se a necessidade de 145 dias de mergulhos para a retirada de todo o material do leito do rio, conforme indicado no Plano de Mergulho da Empresa Port Ship, contratada pela Ambipar para a atividade.

A realização de mergulhos no local só é possível (de maneira segura e eficaz) quando a vazão do rio está em aproximadamente 1.000 m³/s. Está vazão só é possível por ações de controle realizados pela UHE Estreito, controlada pelo Consórcio Estreito Energia – Ceste.

Com o aumento da vazão, todas as ações de mergulho ficam prejudicadas. Conforme o boletim de Acompanhamento do Sistema Hídrico do Rio Tocantins do dia 15/01/25, emitido pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), a vazão de defluência a jusante da barragem estava em 7.532 m³/s, bem acima dos 1.000 m³/s.

Com o aumento da vazão do rio Tocantins, é esperado que as bombonas se desloquem da área do acidente, podendo insurgir em localidades distantes. Diante dessa possibilidade, foi solicitado ao Consórcio Estreito Energia (Ceste) apresentação de previsão da vazão à jusante da UHE Estreito e previsão de abertura de possíveis janelas para mergulho, com o controle da vazão para próximo a 1.000 m³/s.

Em resposta, o Ceste informou não ser possível garantir janelas de mergulhos no período úmido, que se estende até final de abril. Com a perspectiva apresentada pelo Consórcio Estreito Energia, os trabalhos que envolvem mergulho deverão ficar suspensos até alteração do cenário.

(Por Assessoria de Comunicação Ibama)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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