Após pressão do setor produtivo, União Europeia pede adiamento da lei antidesmatamento

Fernanda Toigo

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Foto: CNA

A Comissão Europeia solicitou o adiamento da execução da lei antidesmatamento por pelo menos um ano. O pedido foi feito após pressão de países exportadores de produtos agropecuários, como o Brasil. Além disso, a instituição publicou documentos com diretrizes e orientações para o cumprimento das regras, bem como os princípios da metodologia que será aplicada para classificar o risco dos países que exportarão sua produção para a União Europeia.

Para a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso, o anúncio traz tranquilidade aos produtores que já sofrem com outro embargo europeu: a moratória da soja. De acordo com o presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, a lei proposta pela Comissão Europeia é um insulto à soberania brasileira.

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“Os produtores do Bioma Amazônia já enfrentam desafios significativos devido a esse acordo, que afeta diretamente a comercialização da soja na região, e essa lei antidesmatamento traria prejuízos ainda maiores. A Europa precisa reconhecer que nossos produtores são os mais comprometidos com a preservação ambiental, e os números provam isso. Aqui em Mato Grosso, 62% da nossa área permanece totalmente preservada seguindo rigorosamente o Código Florestal Brasileiro, um dos mais rígidos do mundo”, explica Vilmondes.

Se aprovada pelo Parlamento e pelo Conselho Europeu, a lei prevê a proibição da importação de commodities produzidas em áreas desmatadas após 2020, mesmo que a abertura das áreas tenha sido feita de forma legal.

A Comissão Europeia também reconheceu a pressão feita por vários países exportadores nos últimos meses. Países-membros da União Europeia como Itália, Polônia e Espanha, também pediram o adiamento das regras. O setor agrícola alemão havia cobrado o adiamento da proposta dizendo é preciso controlar o “monstro burocrático” e que os agricultores alemães e os proprietários florestais seriam sobrecarregados.

(Com CNA)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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