Coelhos, pequenos animais: cuidados especiais para a Expointer

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Luiz Buttenbender exibe o menor coelho, da raça Neterland, que mede cerca de 20 centímetros. Foto: Fernando Dias/Seapi

Tudo começou na infância, quando Luiz Buttenbender tinha seis anos. O avô criava coelhos, e ele seguiu seus passos. Deu uma pausa durante um tempo, mas, em 1989, voltou com o mesmo entusiasmo, só que passou a criar coelhos mais puros. Hoje ele é proprietário da Cunicultura Buttenbender no município de Dois Irmãos, onde trabalha com cerca de mil coelhos de 16 raças e 25 variedades, em um espaço de seis hectares. Ele vai levar para a 47ª Expointer 65 exemplares, cerca da metade fêmeas e a outra metade machos, de seis meses a um ano e meio de idade.

“Em 1989, eu tinha uma coelha, ela deu cria e ficou doente. Então o veterinário que a atendeu disse que era muito bonita e sugeriu que eu a levasse em uma feira aqui em Dois Irmãos. E aí comecei de novo a criar os animais”, conta o produtor. “Na época, eram só dois coelhos das raças Borboleta e Califórnia”, relembra. Hoje ele possui cerca de mil em três galpões. Trabalha com as raças Nova Zelândia (branca e vermelha), Califórnia, Prateado Champanhe, Chinchila, Borboleta, Castor Rex, Rex Chinchila, Rex Azul Viena, Rex Jaguar, Mini Lope, Mini Rex e Neterlan, Holandês, Hotot, Leopardo Gigante de Bousgat e Gigante de Flantres.

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Segundo Buttenbender, o menor dos coelhos é o Neterland, que pesa de 800 gramas a um quilo e mede cerca de 20 centímetros. “E o maior que vou levar é o Nova Zelândia Branco, que tem 50 centímetros e pesa cerca de dois quilos”.

Quanto à escolha dos animais para participar da Expointer, ele explica que se já tem uma boa matriz e um reprodutor, faz o cruzamento e vai separando os filhotes. “Sempre vai ter um diferenciado que a gente já sabe que vai para a feira”, esclarece.

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Coelhos recebem cuidados especiais. Foto: Fernando Dias/Seapi

“Quando chega perto de fazer as inscrições, vou selecionando os melhores. E começo a tatuar as orelhas dos animais com números”, pontua o criador. “Oito dias antes da feira, tiro o excesso da tinta que ficou. Faço a limpeza dos ouvidos para tirar alguma cera, e passo um pó para acabar com os possíveis ácaros no corpo todo. Se eles tiverem algum, não podem entrar na Expointer. Desde 1997 participo e nunca tive coelhos rejeitados. Todos que levei puderam participar”, diz com satisfação. Outro procedimento é injetar um medicamento para o controle de vermes cerca de um mês antes da Expointer.

“É um trabalho que tem que ter paciência. Para preparar os animais para a exposição, tem que tirar um por um da gaiola umas 20 vezes no total para fazer a higiene. E, seguidas vezes, ensino a outros criadores como faço”, comenta Buttenbender.

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Alfafa peletizada faz parte da alimentação dos coelhos que vão para a Expointer. Foto: Fernando Dias/Seapi

E como é a alimentação dos animais? Uma vez à noite eles recebem ração, feno e alfafa peletizada (misturada na ração). Por dia, cada coelho médio come 120 gramas de ração, e o pequeno cerca de 70 gramas. “É importante fornecer só o que eles comem, para não sobrar, senão tem que jogar fora. Mas água tem sempre disponível”, destaca o produtor.

Para Buttenbender, a Expointer é uma vitrine. “A partir dela, o pessoal vem aqui para comprar nossos coelhos. E nesses anos de feira, ganhei 19 prêmios Destaque do Correio do Povo, como a melhor cabanha de coelhos e uns 15 prêmios da Farsul”, conta com orgulho. E os preços? “Os coelhos custam R$ 150 (filhotes) e R$ 250 (adultos). Os que vão para a Expointer eu geralmente não vendo. Mas se vender, custam de R$ 600 a R$ 1.000”, afirma.

 

(Com Agricultura/RS)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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