IDR-PR lança aplicativo para controle biológico do greening dos citros

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

FOTO: IDR-PR

O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater (IDR-Paraná) lançou o aplicativo IDR-Tamaríxia na ExpoLondrina. O evento contou com a participação de produtores, técnicos, pesquisadores e lideranças do setor agropecuário.

Desenvolvido por pesquisadores e especialistas do setor de tecnologia de informação do próprio IDR-Paraná, o app oferece a técnicos e produtores orientações para a distribuição adequada da vespinha tamaríxia, um inimigo natural usado para reduzir a população do psilídeo, o inseto vetor da bactéria causadora da doença nos pomares de citros.

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O Paraná tem cerca de 30 mil hectares cultivados com cítricos, o que inclui a produção de laranja, tangerina e limão. É a principal fonte de renda da fruticultura paranaense.

“É uma ferramenta muito importante para o enfrentamento do greening e proteção dos nossos pomares. Falta suco no mundo e temos espaço para aumentar nossa produção”, afirmou o secretário de Agricultura e do Abastecimento, Norberto Anacleto Ortigara.

A distribuição da vespinha tamaríxia é uma estratégia de manejo biológico adotada em zonas produtoras de citros de todo o mundo para complementar outros métodos de controle do greening, como a aplicação de inseticidas para combater o psilídeo, erradicação de plantas doentes, implantação de quebra-vento, plantio de mudas sadias e adensamento de plantio.

O IDR-Paraná vem produzindo e liberando tamaríxias desde 2016, trabalho desenvolvido em parceria com a Cocamar Cooperativa Agroindustrial, Integrada Cooperativa Agroindustrial e Grupo Prates.

De acordo com o pesquisador Adriano Hoshino, ligado ao IDR-Paraná, nesse período foram distribuídas mais de 10 milhões de vespinhas, liberadas em 21 municípios da região Norte e 18 do Noroeste.

A liberação de tamaríxias é feita em pomares domésticos (tanto de áreas rurais como urbanas), plantios comerciais abandonados e também nas cidades, sobretudo onde há plantas de murta, espécie ornamental que é uma das principais hospedeiras do psilídeo. “É feito dessa forma porque nesses locais não há aplicação de inseticidas e as vespinhas ficam protegidas”, explicou o pesquisador.

Entre as diversas funcionalidades do aplicativo, destaca-se a possibilidade de construir banco de dados e gerar mapas com o histórico de liberação em cada local.

GEADA – Também foi lançado no evento o aplicativo Risco Geada Paraná, que oferece uma estimativa percentual sobre a possibilidade de ocorrer o fenômeno, abrangendo 49 municípios do Estado.

O objetivo da ferramenta é oferecer a técnicos e produtores um instrumento que auxilie o planejamento das atividades agrícolas com redução de riscos de natureza climática. A partir de uma compilação de dados obtidos em mais de 20 anos de acompanhamento, o app traz o histórico de ocorrência de geadas fracas, médias e fortes em cada local.

“Não se trata de previsão de geadas, mas a estimativa do percentual de risco com base no histórico de dados”, informou o pesquisador Luiz Antonio Odenath Penha

Já o aplicativo IDR-Paraná Orgânico, que também foi apresentado pela primeira vez ao público, oferece informações detalhadas para orientar técnicos e produtores interessados em fazer o processo de certificação de propriedades que adotam esse sistema de produção agropecuária.

Com esses lançamentos, o IDR-Paraná chega a 11 aplicativos para celulares desenvolvidos para auxiliar técnicos e produtores nas mais diferentes áreas da agropecuária. Todos eles estão disponíveis gratuitamente no Google Play e Apple Store.

(Com AEN/PR)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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