ExpoLondrina marca a abertura do Campeonato Nacional de Mini Horse

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

FOTO: ExpoLondrina

Como virou tradição há mais de dez anos, a ExpoLondrina marca a abertura do Campeonato Nacional de Mini Horse. Um total de 36 cavalos participou do julgamento que avalia as características morfológicas dos animais em 20 categorias de machos e fêmeas jovens (até 36 meses de idade) e adultos (acima de 36 meses) na pista central do Parque Ney Braga.

A competição, promovida pela Associação Brasileira de Criadores de Mini Horse, acumula pontos no ranking nacional para os animais melhores avaliados em cada etapa – são de oito a dez no ano. A graça dos pequenos cavalos costuma despertar a atenção dos visitantes da Expo, especialmente as crianças. São elas, afinal, o público-alvo na comercialização dos mini horses no país, mercado que envolve mais de 8 mil animais registrados na associação nacional.

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“Esse evento é muito importante porque a gente consegue reunir equinos de pequeno porte para que as pessoas possam entender também que os cavalos têm diversas aptidões, e além disso fomenta famílias e crianças saberem também que o cavalo pode ser um pet”, destaca a diretora de atividades equestres da Sociedade Rural do Paraná, Roberta Garbelini Gomes.

São diversas aptidões avaliadas no julgamento. Conforme explica o criador e juiz da etapa de Londrina, Paulo de Andrade Carvalho Neto, o princípio é que os animais obedeçam a um padrão racial estabelecido pela associação dos criadores. “Avaliamos se o animal tem uma boa saída de pescoço, que é o ângulo de 45 graus, que tamanho e angulação da garupa sejam proporcionais, que tenha uma garupa um pouco mais reta, por exemplo, além de uma cernelha bem destacada, que é a região entre o final do pescoço e começo do dorso”, detalha.

Outros critérios avaliados no julgamento são passagem de dorso, lombo e garupa, além de um trote ou marcha que permita um bom andamento do mini horse. “Nas fêmeas procuramos uma cabeça mais delicada, mas também bem desenhada, e no macho uma cabeça um pouco mais expressiva, mas não pesada, bem lapidada. Nos dois gêneros, também é considerada uma ganacha [bochecha] bem definida, sendo que no macho um pouco mais ampla e que traga um pouco mais de masculinidade para o animal”, pontua o julgador.

Ainda segundo Carvalho Neto, são desclassificados para o julgamento os cavalos com uma enfermidade de dentição conhecida como prognatismo, que é a mandíbula avantajada em relação à pré-maxila do animal. “No bragnatismo, que é o processo inverso, culminando no encurtamento da mandíbula, aceitamos até meio dente”, explica.

Gerente de eventos da Associação Brasileira de Criadores de Mini Horse, José Bastos Cruz Sobrinho, o Zezé, afirma que a etapa de julgamento é importante para agregar valor de mercado ao animal ao estimular seu processo evolutivo, além de ter um caráter “educativo”. “O julgamento é educativo, se for visto de forma bem neutra pelo criador vai orientá-lo para saber se está no caminho certo, se o animal está adequado para estar na evolução da genética do seu criatório ”, considera.

Destinado ao público infanto-juvenil, mercado tem boa liquidez

Criador e gerente de eventos da Associação Brasileira de Mini Horse, José Bastos Cruz Sobrinho explica que o mini horse é uma raça de pônei que tem as mesmas características morfológicas e reprodutivas dos cavalos de porte. “O mini horse é um equino igualzinho a qualquer outra raça, não muda absolutamente nada, inclusive a parte reprodutiva”.

Ele pontua que um dos padrões raciais determinados por entidades reguladoras da equinocultura está relacionado à altura dos animais. “Todo equino com menos de 1,38m é considerado do agrupamento do pônei. Existem várias raças de pônei, e o mini horse é a menor raça de pônei criada no Brasil”. Na fase adulta, os animais têm altura média de 89 a 98 centímetros.

Por ser considerado um cavalo de estimação, o mini horse tem o comércio destinado majoritariamente ao público infanto-juvenil. “É um mercado muito forte destinado geralmente ao público mais jovem e crianças. Temos tido um mercado com boa liquidez na criação dos animais. Os mini horses são muito rústicos, dificilmente ficam doentes, são fáceis de serem criados e manejados, com a vantagem de que ocupam menos espaço e comem menos”, afirma o criador.

Só que a graça da aparência dos mini cavalos costuma levar as pessoas a considerá-los mansos, uma falsa impressão, conforme alerta o membro da associação dos criadores. “A gente sempre orienta as pessoas, porque como ele é pequenininho, acham que é manso por natureza. O animal tem que ter todos os cuidados de um cavalo normal”, aconselha.

São cerca de 8 mil mini pôneis registrados na Associação Brasileira de Criadores de Mini Horse, que também faz o controle de registro genealógico dos animais. A maioria dos criatórios está no estado de São Paulo. A alimentação deles é similar a dos cavalos de grande porte, à base de farelo de soja, farelo de trigo e milho. A diferença é que o equino tradicional consome cinco vezes mais de ração por dia.

 

RESULTADOS DO JULGAMENTO DE MINI HORSES

GRANDES CAMPEÕES

Campeão Mirim: Guguiná Empire (Avaré Quartzo-Blend)

Expositor: Luiz Santana Zillo e Filhos – Cabanha Guguiná – Lençóis Paulista (SP)

Campeão Potro Jovem: Avaré Veloster (Avaré Johnny-Kid)

Expositor: Vinícius Vilela de Carvalho – Fazenda VC da Seara – Ituiutaba (MG)

Campeão Potro: Avaré Vineyard (Avaré Pixote)

Expositor José Correa Garcia Junior – Haras Pratinha – São Paulo

 Campeão Potro Maior: Avaré Upstart (Avaré Pixote)

Expositor José Correa Garcia Junior – Haras Pratinha – São Paulo

Campeão Potro Junior: Thor do Sarandi (Millennium G.Triumph)

Expositor: Ana Maria V. Osório e Filhos – Estância São José do Sarandi – Santana do Livramento (RS)

Campeão Cavalo Jovem: Avaré Sininho (Avaré Johnny-Kid)

Expositor Miguel Frederico Coatti – Haras Sete Praias – Salto/SP

Campeão Cavalo: Avaré Playboy (Avaré Landlord)

Expositor João Bastos Cruz Sobrinho e Filhos – Fazenda São Benedito Avaré (SP)
Campeão Cavalo Adulto: Avaré Lancelot (Question Avaré)

Expositor João Bastos Cruz Sobrinho e Filhos – Fazenda São Benedito Avaré (SP)

…..

Concurso Progênie Mãe

1º Prêmio: Mãe Dama da Santa Rosa (Asterix)

Concurso Progênie Pai Jovem

1º Prêmio: Pai Avaré Johnny-Kid TE (Zoomp)

Concurso Progênie Pai Sênior

1º Prêmio: Pai Avaré Landlord (Expressive)

Campeã Potra: Hannah da Pratinha (Avaré Johnny-Kid)

Expositor José Correa Garcia Junior – Haras Pratinha – São Paulo

Campeã Potra Maior: Tebas do Sarandi (Avaré Johnny-Kid)

Expositor José Correa Garcia Junior – Haras Pratinha – São Paulo

Campeã Égua Jovem: Guguiná Bella-Donna (Guguiná Sun-Day)

Expositor: Luiz Santana Zillo e Filhos – Cabanha Guguiná – Lençóis Paulista (SP)

Campeã Égua: Avare Hose-Hips (Avaré Landlord)

Expositor: José Bastos Cruz Sobrinho e Filhos – Fazenda São Benedito – Avaré (SP)

Campeã Égua Adulta: Avare Nicole-Zum (Zumbi Avaré)

Expositor: José Bastos Cruz Sobrinho e Filhos – Fazenda São Benedito – Avaré  (SP)

Campeã Égua Sênior: Avare Jelly (Avaré Expressive)

Expositor: José Bastos Cruz Sobrinho e Filhos – Fazenda São Benedito – Avaré (SP)
Campeã Égua Master: Millennium Gamblins Gabrielle (Gambling Man)

Expositor: Condomínio Avaré Sarandi – CAS

 

(Com ExpoLondrina)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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