Itaipu e Embrapa iniciam inventário sobre a fauna e a flora da faixa de proteção da usina

Fernanda Toigo

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Foto: Luis César Rodrigues da Silva

A Itaipu Binacional, em parceria com a Embrapa, vai realizar um levantamento da fauna e da flora da área de proteção da usina, para conhecer a biodiversidade da região e compreender melhor a paisagem regional. Será o mais completo inventário florestal já realizado por uma hidrelétrica.
O projeto foi viabilizado por um convênio entre as instituições que, ao longo de seis anos, vai envolver, além da equipe da Itaipu, 15 pesquisadores de duas unidades da Embrapa: a Embrapa Florestas de Colombo (PR) e a Embrapa Instrumentação de São Carlos ( SP).

Os trabalhos foram iniciados entre os dias 4 e 7 de março, com a visita das pesquisadoras Maria Augusta Doetzer Rosot, Marilice Cordeiro e Denise Jeton Cardoso, das áreas de grandes inventários, geoprocessamento e carbono da Embrapa Florestas. Eles serviram na faixa de proteção, entrevistando técnicos das Divisões de Áreas Protegidas e de Apoio Operacional da Itaipu para conhecer in loco as particularidades e histórico do planejamento e iniciar o planejamento das observações em campo, previstos para ocorrer entre maio de setembro de 2024.

Todos os elementos que compõem a faixa de proteção do reservatório de Itaipu e que são avaliados para os serviços ambientais fornecidos pela vegetação serão avaliados. Atividade enzimática do solo, espécies de fauna e flora, a serrapilheira, a necromassa, as interações antrópicas e a posição na paisagem são exemplos. Todo o conhecimento produzido será compartilhado com as equipes de Itaipu, por meio de encontros e workshops, e, futuramente, também será tema de publicações científicas e artigos.

Conhecer para conservar

O projeto adiciona uma série de estudos e atividades que, em conjunto, servirão para caracterizar o estado da arte e a dinâmica dos diferentes estratos florestais da faixa de proteção, com relação a sua composição florística, estrutura, diversidade de flora e fauna, ocorrência de distúrbios e potenciais ameaças.

Entre os objetivos estão avaliar o grau de conservação e conectividade da faixa, incrementar a metodologia da Itaipu para a quantificação do carbono estocado na floresta e definir diretrizes de monitoramento e gestão, com base em critérios ecológicos e nas tecnologias mais atuais. Além disso, de forma experimental, três espécies de árvores da área serão selecionadas para uma “análise de DNA” e comparação com indivíduos de vegetações próximas, para avaliar o grau de diversidade genética.

“Com a finalização dos plantios extensivos para a formação da faixa de proteção, marca evidenciada na campanha realizada em 2021, em comemoração aos 24 milhões de mudas plantadas, a Itaipu tem pelos próximos 50 anos o desafio de buscar formas de gestão eficientes, conciliando a conservação com as expectativas socioambientais do entorno do reservatório, para que a faixa de proteção continue exercendo seu papel protetor e de corredor de biodiversidade por toda a vida útil da Binacional”, avalia Luis Cesar Rodrigues da Silva, técnico da Divisão de Áreas Protegidas da Binacional Itaipu e gestora do condomínio.

Histórico

Os trabalhos de campo do primeiro inventário florestal da região aconteceram entre 1974 e 1976, para conhecimento da cobertura florestal existente na área antes da implantação do projeto Itaipu. Os dados levantados foram usados, posteriormente, no programa de restauração da faixa de proteção.

Agora, o inventário terá uma abordagem mais aprofundada sobre a situação atual, pós plantio extensivos para a formação da faixa, abrangendo seu papel no contexto da paisagem regional e sua contribuição para os serviços ambientais e para o enfrentamento à crise da biodiversidade.

Por parte da Itaipu, esse novo projeto atenderá às demandas de três divisões da Diretoria de Coordenação. A Divisão de Áreas Protegidas tem necessidade de dados sobre fauna e flora, para a gestão da vegetação; a Divisão de Reservatório precisa de validação em campo para a metodologia de quantificação de carbono estocado da binacional, e a Divisão de Estudos precisa desenvolver metodologias para monitorar o monitoramento com o uso de sensoriamento remoto.

Por Itaipu

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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