Biotecnologia acelera o melhoramento genético de bovinos

Fernanda Toigo

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Foto: Reprodução/CNA

A demanda por alimentos de origem animal cresce globalmente de forma exponencial e contínua. Segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a oferta deve dobrar até 2050, quando o mundo terá quase 10 bilhões de habitantes. A tecnologia será responsável por cerca de 70% do aumento da produção. “Nesse cenário, a pressão para o aumento da produção de alimentos ficará cada vez mais forte e mais dependente das novas soluções, como a biotecnologia. Afinal, o objetivo central é proporcionar segurança alimentar para todos”, explica o médico-veterinário Guilherme Moura.

O método eficaz de reprodução torna-se essencial para a contínua elevação da produção de carne e leite. Porém, de forma natural, uma vaca pode gerar apenas um bezerro ao ano. Além disso, a fêmea pode falhar e não gerar nenhum bezerro, comprometendo não apenas a oferta de alimentos, mas o próprio resultado econômico dos projetos pecuários. “Sabendo do desafio que cada pecuarista enfrenta para otimizar a produtividade, é essencial usar biotecnologias reprodutivas que colaboram com o aumento da geração de bovinos”, completa o especialista.

“Uma das formas de multiplicar a genética melhoradora é a superovulação de vacas e novilhas. A partir do momento em que identificamos a fêmea que carrega genética superior para produção de carne ou leite, podemos utilizar ferramentas, como extrato de hormônio folículo-estimulante (FSH) de hipófises suínas, para induzir a superovulação das matrizes doadoras. Assim, fazemos com que a vaca que produziria apenas um bezerro no ano possa gerar 20 ou mais bezerros, nesse mesmo período”, assinala Guilherme Moura.

A superovulação induzida nas doadoras possibilita a coleta de grande número de óvulos para realização de Fertilização In Vitro (FIV) e de embriões formados na Transferência de Embriões In Vivo (TE).

Para isso, é usada a solução feita de extrato de FSH altamente purificado, obtido por meio da seleção de hipófises suínas. A solução é liofilizada para manter a conservação da potência em condições normais de armazenamento à temperatura ambiente.

Guilherme Moura ressalta que a tecnologia está aí para ajudar os pecuaristas a intensificar a reprodução e, assim, ter melhor retorno econômico. “O Brasil é uma potência na produção de carne bovina. São quase 10 milhões de toneladas por ano. O uso de biotecnologias reprodutivas contribui para o aumento da oferta de alimentos para atender à crescente demanda global. E o extrato de folitropin é o produto à base de FSH mais citado na literatura de transferência de embriões e, também, a solução mais utilizada mundialmente na produção de embriões.”

(Por assessoria)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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