Produtor afetado pelas chuvas pode pedir renegociação de dívidas

Fernanda Toigo

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Foto: Divulgação FAEP

Em outubro, Paraná registrou maior volume de chuvas dos últimos 26 anos, o que causou prejuízos especialmente as lavouras de cereais de inverno.
Os produtores rurais que tiveram prejuízos por consequência das fortes chuvas que atingiram o Paraná em outubro podem solicitar a renegociação de dívidas junto a bancos e instituições financeiras.

No mês de outubro, segundo dados do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), o Estado teve o maior volume de chuvas dos últimos 26 anos. Em alguns municípios, os índices registraram ficaram acima dos 650 milímetros, quando a média é de 240 milímetros.

As regiões mais afetadas foram Sudoeste, Sul e a Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
Tradicionalmente no Paraná, outubro é o mês em que os produtores rurais começam a
colheita do trigo e da cevada. Como o clima nesse ano está sob influência do fenômeno El Niño, com chuvas acima da média, o desenvolvimento das plantações de cereais de inverno já vinha sendo conduzido com dificuldades.

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Foto: Divulgação Faep

“O excesso de chuvas em outubro piorou o que já vinha sendo difícil. Tivemos perda de produtividade, de qualidade, no caso do trigo e da cevada, que têm padrão de qualidade muito rígido exigido pela indústria”, relata Ana Paula Kowalski, técnica do Departamento Técnico e
Econômico (DTE) do Sistema FAEP/SENAR-PR.

A estimativa inicial do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado
da Agricultura e do Abastecimento (Seab) prevê uma quebra significativa no volume de
trigo a ser colhido. Inicialmente, a projeção era de que o Estado produzisse 4,6 milhões de toneladas, mas o número final deve fechar em 3,8 milhões de toneladas.

O pior, no entanto, é a queda na qualidade, já que os cereais de inverno têm descontos conforme a classificação de grãos feita na entrega. “Somado à quebra, estamos em um momento de preços baixos. A soma de todos esses fatores faz o produtor segurar a venda e já estamos com os armazéns lotados”, explica Ana Paula.

Ainda de acordo com boletim da Seab, até o fim de outubro, 89% das lavouras de trigo tinham sido colhidas, sendo que os 11% ainda por colher estão classificados em 42% como boas, 44% como médias e 14% como ruins. Também foram registrados altos índices de pragas e doenças como brusone e giberela, umidade excessiva do solo, atraso na colheita, alta umidade dos grãos, e outras adversidades.

Pedido de renegociação
Diante do cenário de perdas, a FAEP orienta os produtores que tiveram prejuízos ocasionados pelas chuvas e terão dificuldades de pagamento de seus financiamentos a entrar com pedidos de renegociação de prazos para pagamento. Para isso, a entidade disponibiliza um guia com um passo a passo do que fazer e modelos de documentos a serem preenchidos e levados aos bancos e instituições financeiras.

O material está disponível no site do Sistema FAEP/SENAR-PR. Clique aqui e acesse modelos de documentos para solicitar a renegociação no site do Sistema FAEP/SENAR-PR.

A possibilidade de renegociação de dívidas de custeio e investimento está previsto inclusive no Manual de Crédito Rural, do Banco Central. O material completo está disponível para consulta na íntegra, gratuitamente, no site da instituição federal.

Clique aqui e acesse o manual de crédito diretamente no site do Banco Central do Brasil.

Previsão do tempo
Para se antecipar a possíveis problemas com o clima, o produtor rural conta com a
ferramenta de previsão do tempo do site e do aplicativo do Sistema FAEP/SENAR-PR. A
seção disponibiliza dados do clima dos mais de 5 mil municípios do país, inclusive das
399 cidades do Paraná, para os próximos 30 dias.
O serviço pode ser utilizado de forma gratuita. Basta acessar o site www.sistemafaep.org.br ou então baixar o app Sistema FAEP, disponível sem custos para Android e iPhone.

(Com FAEP)

Autor: Fernanda Toigo

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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