AGRICULTURA

Com altas temperaturas, hidroponia é opção para evitar perdas na produção

 

Criado entre hortaliças e terra, Vanderlei Paravisi revolucionou sua produção há 10 anos, quando resolveu adotar a hidroponia. O negócio de família, baseado no cultivo em campo aberto, logo se tornou uma referência no Paraná, apresentando excelentes resultados, principalmente em tempos de condições climáticas extremas.

Segundo o produtor, a troca da técnica de cultivo foi essencial para garantir hortaliças de qualidade e em maior quantidade. “No campo aberto estamos vulneráveis a qualquer intempérie: chuva, granizo, sol forte. E na estufa não temos nada disso. Sem contar na mão de obra, já que a hidroponia usa apenas 10% da mão de obra utilizada na roça”, afirma.

Na hidroponia, o alto volume de produção se deve à facilidade de proteger as hortaliças e de controlar o cultivo. Para Vanderlei, a explicação é simples: a estrutura das estufas, que contam até com coberturas contra o sol, protege contra as mudanças do tempo e a solução de água enriquecida com nutrientes garante uma alimentação direta, com um crescimento saudável e rápido.

E, diante da onda de calor registrada na última semana, mais um benefício da hidroponia: as perdas foram minimizadas. “As altas temperaturas que tivemos recentemente não foram boas pra ninguém, mas aqui nós conseguimos minimizar esses efeitos negativos. Visualmente, até o momento, não tivemos nenhuma perda na produção por conta do calor”, comenta.

Para que a produção seja de qualidade, o ideal é que a água esteja entre 13 e 28 graus, mas com o frio ou calor intenso, as temperaturas podem chegar aos extremos. “Se for abaixo ou acima dessas temperaturas a planta não come, não absorve os nutrientes necessários, por isso, em alguns casos, mesmo com toda a infraestrutura, acabamos tendo algumas perdas”, explica.

Apesar disso, Vanderlei mostra que a hidroponia pode ser uma ótima alternativa ao cultivo em campo aberto, ainda mais em épocas com mudanças bruscas e extremas no tempo. “Atualmente, tenho 35 estufas que produzem 2.500 unidades por dia”, aponta.

 

 

Fernanda Toigo

Fernanda Toigo. Jornalista desde 2003, formada pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Iniciou sua carreira em veículos de comunicação impressos. Atuou na Assessoria de Comunicação para empresas e eventos, além de ter sido professora de Jornalismo Especializado na Fasul, em Toledo-PR. Em 2010 iniciou carreira no telejornalismo, e segue em atuação. Desde 2023 integra a equipe de Jornalismo do Portal Sou Agro. Possui forte relação com o Jornalismo especializado, com ênfase no setor do Agronegócio.

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