Sindicato Rural de Nova Londrina foca no bom relacionamento com os produtores

Há 38 anos, o Sindicato Rural de Nova Londrina está presente no cotidiano dos agricultores e pecuaristas da região Noroeste do Paraná. Porém, desde o fim da contribuição sindical obrigatória, em 2017, a entidade precisou reformular a maneira de conduzir o trabalho para manter os 55 associados e trazer novos. Com a criação do Programa de Sustentabilidade Sindical (PSS) em 2018, pelo Sistema FAEP/SENAR-PR, o Sindicato Rural de Nova Londrina encontrou apoio para concentrar seus esforços em ações que beneficiem os produtores e garantam a continuidade do sistema sindical na região.
“A FAEP dá assistência em tudo o que precisamos. Nosso objetivo é mostrar o valor e a atuação do sindicato, destacando os benefícios que traz para o produtor rural. Os cursos ajudam nesse sentido, porque trazem pessoas para dentro do sindicato e muitas acabam fazendo essa divulgação do nosso trabalho”, afirma Antonio Pires, presidente da entidade.
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Além de trazer novos associados, a entidade trabalha a sucessão na diretoria. Para isso, a atual gestão (no segundo mandato) está focada em aumentar o número de mulheres e jovens que participam do dia a dia do sindicato. Hoje, dos 55 associados, a maioria ainda é de homens, mas, segundo a entidade, o número de novas associadas aumentou no ano passado.
“Colocamos uma mulher na diretoria. No próximo mandato, queremos que pelo menos metade da diretoria seja formada por mulheres”, almeja Marcos Massahiro Onishi, tesoureiro da entidade. “Nós também estamos tentando trazer pessoas mais jovens, com entusiasmo e ideias novas. Temos que acompanhar a evolução, avançar nas tecnologias e nos transformar também, porque tem muita coisa nova que vem para ajudar”, complementa.
Segundo Onishi, os resultados costumam ser de médio a longo prazos, então é preciso paciência e persistência. “Nós aprendemos desde a nossa primeira gestão. Existe produtores que ainda são resistentes, e precisamos estar cientes disso para conseguir encontrar novos caminhos para trazê-los para o sindicato”, sinaliza.
Fontes de renda
A maior parte da renda da entidade provém da oferta de cursos do SENAR-PR, que possuem alta demanda na região, principalmente por causa das usinas de cana-de-açúcar. As capacitações mais demandadas são nas áreas de maquinário, bovinocultura, piscicultura, fruticultura e gestão rural. A Prefeitura de Nova Londrina também é parceira, disponibilizando locais para os treinamentos e viabilizando novas turmas.

Atualmente, o sindicato possui duas salas para realização dos cursos e que também ficam disponíveis para locação. Além disso, há um dormitório no andar superior para hospedagem, que pode ser alugado por um preço mais acessível. O local é disponibilizado principalmente para instrutores dos cursos, mas pode ser locado por qualquer pessoa.
“Nós investimos em uma reforma completa, com ajuda da FAEP, pensando principalmente nos instrutores, porque a maioria vem de fora. É um dormitório equipado com geladeira, fogão e utensílios domésticos. Também oferecemos café de manhã no sindicato nos dias de semana. É um ambiente mais acolhedor que um quarto de hotel para eles e mais uma fonte de renda para o sindicato”, aponta Tatiane Zampieri Gonçalves, colaboradora da entidade e mobilizadora do SENAR-PR.
Para reduzir custos, o Sindicato Rural de Nova Londrina ainda investiu R$ 24 mil na instalação de 14 painéis solares, no final de 2022, para geração de energia elétrica. Com isso, a conta de luz do sindicato caiu de R$ 1,2 mil para R$ 40 no primeiro trimestre de 2023.
Atuação
Para divulgar o trabalho e incentivar o engajamento dos produtores rurais, o sindicato aposta nas redes sociais. Além de Facebook e Instagram, a entidade mantem grupos no aplicativo WhatsApp para contato direto com os associados, turmas de cursos e, ainda, agricultores e pecuaristas que ainda não são associados, mas demonstram interesse nas ações da entidade.

“É um grupo que consideramos como futuros associados. Estamos sempre mandando informações, convidamos para os eventos, pois sabemos que eles têm potencial para se associar”, explica Rosemara Santos de Brito, colaboradora do sindicato.
O sindicato ainda mantém prestação de serviços, como Imposto Territorial Rural (ITR), Certificado de Cadastro do Imóvel Rural (CCIR), folha de pagamento, contratos, entre outros. Além disso, há parcerias com benefícios para os associados para assistência familiar, instalação de painéis solares, emissão de certificados digitais e cursos universitários em uma faculdade da região.
(Com FAEP)











