De olho no potencial do Oeste: comissão do hidrogênio verde visita Foz do Iguaçu
O hidrogênio, encontrado na natureza ligado a átomos de oxigênio ou de carbono, vem sendo apontado como um dos combustíveis do futuro. Mas deve ser separado de suas formas compostas e isso demanda energia. Quando a energia utilizada nesse processo é limpa e renovável, temos o ‘hidrogênio verde’.
A Comissão Especial para o Debate de Políticas Públicas sobre o Hidrogênio Verde vai elaborar uma legislação específica para o setor, no prazo de dois anos.
Os senadores vão visitar o estado do Rio Grande do Norte, líder em produção de energia eólica no Brasil, com 224 empreendimentos em operação e uma capacidade de produção de 6,8 GigaWatts.
O requerimento, de autoria do senador Otto Alencar, do PSD da Bahia, prevê a realização de uma audiência pública com representantes do Governo do Estado, do setor produtivo, do terceiro setor e da academia. Outro requerimento aprovado, de autoria do senador Cid Gomes, do PDT do Ceará, inclui um representante da empresa Unigel na reunião que vai discutir fontes de financiamento para o hidrogênio verde, agendada para o dia 7 de junho.
Os senadores ainda vão conhecer a Planta Experimental de Hidrogênio do Parque Tecnológico de Itaipu, em Foz do Iguaçu. A viagem está marcada para o dia 7 de julho. Por sugestão do senador Marcos Pontes, do PL de São Paulo, foi incluída uma visita técnica ao projeto de desenvolvimento de baterias de sódio.
”Dentro desse sentido de energias renováveis, como a gente fala, na parte de carros elétricos também, nós temos um projeto que foi financiado junto com o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações que vale a pena conhecer lá, que é uma bateria de sódio, com base em sódio. Eu visitei desde o começo, do primeiro protótipo. Era uma das primeiras versões. E, hoje, já está num tamanho bem reduzido. Essas baterias de sódio podem substituir baterias com base em lítio. Elas têm uma performance um pouco menor do que a de lítio, mas com uma vantagem muito grande em alcance de temperatura, tanto negativa quanto positiva. E isso pode ser uma vantagem muito interessante em termos de aplicações, por exemplo, para espaço ou outros ambientes que exigem maior amplitude de temperatura”.
As pesquisas para o uso do hidrogênio verde como combustível são uma frente importante na busca pela descarbonização da economia, fundamental para o enfrentamento das mudanças climáticas.
(Com Agência Senado)