foto: embrapa
#sou agro| A Embrapa Territorial contribuiu com o livro “Propostas para o Brasil 2023-2026 – Agronegócio”, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
A publicação é uma coletânea de textos com propostas setoriais para o agronegócio e busca colaborar para o aumento da produtividade, sustentabilidade e inovação deste importante segmento da economia.
A obra está organizada em quatro eixos temáticos: bioenergia, redução das emissões da agropecuária, segurança alimentar e agronegócio 4.0. Gustavo Spadotti, chefe-geral, e o analista Rafael Mingoti são autores do capítulo sobre a produção nacional de fertilizantes, eficiência ao eixo da segurança alimentar.
Gustavo entende que essa pauta é estratégica para o Brasil. Ele ressaltou que os preços dos fertilizantes oscilaram fortemente por um período considerável durante a pandemia e, mais claramente, durante a guerra entre a Rússia e a Ucrânia – iniciada em fevereiro do ano passado. Com isso, ele continua, o lucro dos produtores rurais foi muito sofrido. “Produzir ficou mais caro porque um dos insumos básicos teve uma disparada no preço. Isso ligou mais uma vez o sinal de alerta no País para uma atenção especial na redução da dependência da importação de fertilizantes, e para a importância de trabalharmos o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF) como uma agenda estratégica”, disse.
As propostas projetadas no capítulo foram construídas a partir do diagnóstico trabalhado em diálogos com o Conselho Nacional de Fertilizantes e Nutrição de Plantas (Confert) – órgão consultivo e deliberativo criado para coordenar a implementação do PNF – e com especialistas do Ministério da Infraestrutura. Para Gustavo, a publicação possibilitará um posicionamento estratégico governamental com vistas à meta de produzir 50% dos fertilizantes em território nacional.
Gustavo explica que o convite para participar da publicação partiu do presidente do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Fiesp, Jacyr Costa, que coordenou as reuniões para definir todo o escopo, objeto e objetivos da obra, promovendo o planejado entre todos os capítulos .
O analista Rafael Mingoti ressalta que a publicação de um documento deste tipo, com propostas a partir de diagnóstico de segmentos do agronegócio, torna acessíveis análises que antes estavam restritas ao consumo do Estado.
O pesquisador Alexandre Berndt, chefe-geral da Embrapa Pecuária Sudeste, assina o capítulo sobre a redução nas emissões de metano na pecuária. Os outros temas são assinados por líderes de entidades representativas do agronegócio. O documento foi encaminhado pela Fiesp, no ano passado, para os candidatos à Presidência da República, e publicado no portal da federação, neste ano, podendo ser acessado aqui .
(Com EMBRAPA)
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