Foto: Divulgação / Cidasc
A Arábia Saudita restringiu a Santa Catarina o embargo comercial à carne de frango e produtos de aves, devido à ocorrência de um foco de Doença de Newcastle em perus no Estado, informou o Ministério da Agricultura nesta quarta-feira (21).
Outro importante importador, a China também havia limitado ao Estado o embargo decorrente da doença viral, assim como o Chile.
Federarroz alerta para risco de apropriação de grãos
Malásia e México declararam uma proibição mais ampla, atingindo a produção de todo o país.
O ministério reiterou que o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações.
O Governo de Santa Catarina, por meio da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), intensificou as ações de controle e vigilância sanitária após a identificação de um caso da Doença de Newcastle em uma propriedade rural que cria perus no município de Nova Itaberaba, no Oeste catarinense. As equipes atuam diretamente na propriedade afetada e em um raio de 10 quilômetros ao redor do foco, com medidas para evitar a disseminação da doença e proteger a produção avícola do estado.
A propriedade permanece interditada, com acesso restrito exclusivamente às equipes autorizadas da Cidasc e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A medida integra os protocolos sanitários estabelecidos para o controle da doença. Desde domingo, profissionais da Cidasc já estão no local prestando orientações ao produtor rural e à empresa envolvida, além de acompanhar a execução das medidas necessárias para a contenção do foco. Na próxima etapa, será realizada a depopulação sanitária das aves, seguindo as técnicas previstas na legislação. O trabalho também inclui o descarte adequado de equipamentos e materiais que tiveram contato com os animais, além da limpeza e desinfecção da propriedade.
Paralelamente, outra equipe atua na vigilância das propriedades localizadas no entorno. A operação prevê visitas a aproximadamente 1.600 propriedades rurais da região, incluindo estabelecimentos com criação de aves e perus. Em pouco mais de 130 dessas propriedades, poderá ser necessária a coleta de amostras de sangue das aves para análises laboratoriais, conforme os critérios de vigilância sanitária.
Foto: Divulgação / Cidasc
“Nossa equipe da Cidasc detectou a doença durante o nosso trabalho de rotina feito periodicamente junto às granjas em todo o estado. O foco agora é o controle e o monitoramento das demais propriedades que possuem aves, além das nossas barreiras sanitárias na região. Outro ponto importante é que o consumidor fique tranquilo, pois não houve qualquer tipo de problema. E observe os selos de inspeção municipal, estadual e federal, pois são eles que dão a garantia de que o produto está saudável. A Cidasc está cuidando desde a produção até o consumidor final, então a população pode consumir essa proteína sem qualquer problema”, destacou a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos.
O monitoramento também foi reforçado nas estradas da região. Por meio do programa Olho Bom, 40 caminhonetes estão mobilizadas para a vigilância do trânsito de veículos e de cargas no raio de 10 quilômetros do foco. A operação conta ainda com barreiras sanitárias para fiscalizar a movimentação e reduzir os riscos de propagação da doença.
(Com Money Times e Governo de SC)
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