Imagem: CNA
O Brasil tomou a iniciativa de suspender preventivamente as exportações de carne de aves para a China após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus em Santa Catarina, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A medida segue o protocolo sanitário bilateral, que prevê a interrupção dos embarques para avaliação das autoridades chinesas.
O procedimento, conhecido como autoembargo, é diferente de uma proibição imposta pelo comprador. Conforme a entidade, o Brasil comunica a ocorrência e encaminha informações sanitárias para que a China estabeleça as condições de retomada das compras. Nas notas oficiais consultadas, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirma o foco e a comunicação aos parceiros comerciais, mas não detalha a formalização da suspensão nem uma decisão chinesa sobre sua abrangência territorial.
Abatedouro de aves obtem nota máxima
O mercado chinês recebeu aproximadamente 420 mil toneladas de carne de frango brasileira entre janeiro e setembro, cerca de 10% das exportações nacionais do produto. Por isso, a duração da interrupção e a definição das áreas atingidas têm importância para a programação dos frigoríficos e das granjas que os abastecem.
Foco foi identificado em criação de perus
A ocorrência foi confirmada pelo Mapa em 18 de outubro em Nova Itaberaba, no Oeste catarinense. A propriedade, com aproximadamente 6 mil perus de corte, foi interditada e teve a movimentação de aves suspensa. Segundo o ministério, os animais permaneceram no estabelecimento e não foram destinados à produção de carne para consumo.
Estar nessa área de monitoramento não significa que uma granja tenha animais infectados. A vigilância busca identificar a extensão da ocorrência e impedir a disseminação do vírus. Da mesma forma, o registro em uma criação de perus não significa que tenham sido confirmados focos em granjas de frango.
A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que afeta aves domésticas e silvestres. Embora a ABPA relate que não houve manifestação clínica nos animais da propriedade, a identificação do agente exige medidas de controle conforme os critérios sanitários internacionais.
Regionalização define alcance comercial
A principal questão para os exportadores é a regionalização: limitar as restrições à área afetada, em vez de atingir fornecedores de todo o território brasileiro. A aplicação desse princípio depende das condições negociadas com cada país e da avaliação das informações sobre o foco.
Para o produtor integrado, o efeito prático deve ser acompanhado na programação de alojamento, retirada dos lotes e abate. Uma interrupção de vendas exige avaliar estoques e destinos alternativos, mas não representa automaticamente cancelamento da produção ou perda definitiva de todo o volume antes destinado àquele mercado.
O Mapa informa que o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro. Nas granjas, a prioridade é reforçar o controle de acesso, a higienização de equipamentos e a proteção contra contato com outras aves. Alterações de comportamento, sinais respiratórios ou nervosos e mortalidade incomum devem ser comunicados imediatamente ao serviço veterinário oficial. Nas áreas sob restrição, qualquer movimentação precisa seguir as orientações da defesa sanitária.
(Com Pensar Agro)
Umidade acima da média também impacta as lavouras de trigo, dificultando a colheita e reduzindo…
A perspectiva de uma nova safra recorde convive com o agravamento das dificuldades financeiras no…
Planta industrial é recomendada à certificação AA em auditoria internacional Entre os dias 5 e…
Uma propriedade rural localizada em Vila Ipiranga, no interior de Toledo, foi alvo de um…
As condições climáticas adversas em importantes regiões produtoras de trigo vêm dificultando a colheita e…
A População Ocupada no agronegócio brasileiro somou 28,4 milhões de pessoas no segundo trimestre de…
O site SOU AGRO utiliza cookies e outras tecnologias
Leia Mais