Alessandra Fávero, pesquisadora que coordena a Rede Space Farming Brazil. Foto: Gisele Rosso/Embrapa.
Pesquisadores brasileiros integram projeto internacional para estudar o cultivo de alimentos frescos fora da Terra, e uma espécie de batata-doce é o principal foco do estudo.
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O foco inicial foi priorizar o cultivo de variedades de batata-doce e grão-de-bico, escolhidas por sua alta adaptabilidade a condições extremas e valor nutricional. Acompanhe abaixo a evolução do projeto e todas as informações sobre estas variedades.
Um dos principais desafios para o grupo é a construção de um invólucro que consiga proteger as plantas da radiação ionizante cósmica. Essas condições extremas espaciais já foram simuladas em laboratórios e testes já foram feitos.
No ano passado, a Rede enviou sementes de grão-de-bico e plantas de batata-doce roxa em um foguete da Blue Origin à fronteira do espaço na missão do voo suborbital a bordo do New Shepard-31. Eram variantes da coleção da Embrapa já aprimoradas para serem mais produtivas e nutritivas.
Os pesquisadores ainda aguardam o retorno desses alimentos ao Brasil para estudos comparativos das plantas que participaram da missão e aquelas que permaneceram na Terra.
“Caso demonstrem certo grau de tolerância ao crescimento em ambientes com microgravidade e radiação, essas plantas poderão ser candidatas promissoras para o cultivo no espaço”, comentou em entrevista Alessandra Fávero, pesquisadora da Embrapa Pecuária Sudeste que coordena a Rede Space Farming Brazil.
O grão-de-bico é uma boa fonte de proteína e versátil para o consumo, enquanto a variedade roxa da batata-doce (a batata-doce BRS Anembé), desenvolvida pela Embrapa, é rica em antocianinas, um poderoso antioxidante. Pesquisas anteriores já mostraram que a antocianina nas sementes as protegem contra a radiação espacial.
Mas, provavelmente, o futuro dos alimentos espaciais envolverá o desenvolvimento de variedades mais robustas de batata-doce e grão-de-bico, com propriedades para ciclos de crescimento mais curtos, maiores rendimentos e maior conteúdo nutricional.
A primeira fase do projeto são essas simulações na Terra. A segunda fase prevê testes em órbita terrestre e, a terceira fase, experimentos em espaço profundo, como na Lua.
(Com Meteored Brasil)
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